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domingo, 3 de fevereiro de 2013

Ab Reo Dicere: Aut Mori + My Indifference To Silence + Astral Sleep

Aut Mori - Pervaja Sleza Oseni

Em 2009, os Auto-de-Fé viram uma boa parte dos seus elementos em debandada e a darem origem a projectos como estes Aut Mori ou reforçando os Sea of Despair. Se estes têm já uma série de lançamentos, aqueles apresentam-se às hordes com este álbum moldado em oito segmentos onde reinam o doom e o gótico, naquela (e)terna dualidade bela vs monstro, onde as guitarras soam chorosas e as teclas marcam os temas com as suas texturas e ambientes. Pois bem, está visto que o ouvinte não irá encontrar, aqui, grandes, ou mesmo nenhumas, novidades. Este, foi um filão largamente explorado desde há alguns anos e já teve o seu devido hype, já consagrou algumas bandas (e, também, algumas carinhas larocas), tem os seus álbuns de referência e, no entretanto porque isto é mesmo assim, começou a entrar na sua curva descendente. Portanto, estes russos entram neste barco já na fase em que o velame está já muito poído pela acção dos ventos, a mastreação range demasiado e o casco já conheceu melhores dias. Isto não quer dizer que estamos perante um mau trabalho; muito pelo contrário. Temas coesos, com uma matriz definidora do princípio ao fim quanto à abordagem musical pretendida, sem grandes divagações e perdas de tempo desnecessárias, criando um todo bastante homogéneo, ao qual Jerry Torstensson, dono do banquinho da bateria dos Draconian e Olof Göthlin que também participou no último álbum da banda sueca, não serão alheios. No entanto, a segunda metade deste opus torna-se um pouco monótona - onde a excepção é mesmo 'Jelegija Bezmjatezhnosti', uma das melhores malhas de todo o álbum a par de 'Nebo' -, perdendo um bocado a capacidade de captar a nossa total atenção.
'Pervaja Sleza Oseni', ou melhor 'First Tear of Autumn', não irá trazer nada de novo ao movimento gothic/doom, mas mostra-se um registo sólido ao qual faltam dois ou três momentos que nos deixem de queixo caído e permitam ao colectivo ganhar o seu espaço e reconhecimento. Os ventos poderão mudar, mas isso também passa pelos Aut Mori. (11.8/20)

Tracklist:
01. Pervaja Sleza Oseni
02. Moja Pesnja – Tishina
03. Nebo
04. Prowaj
05. Moj Vechnyj Dozhd’
06. Zhdi
07. Jelegija Bezmjatezhnosti
08. Na Scene Osen’



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My Indifference To Silence - Horizon Of My Heaven

O que é que têm em comum On The Edge Of The NetherRealm e os My Indifference To Silence? Vladimir Andreev. Ou melhor, são duas abordagens musicais de Vladimir Andreev. Simplificando: On The Edge Of The NetherRealm é agora My Indifference Oo Silence. Mas tudo continua como antes, uma one man band.
E sim, há substanciais diferenças entre os dois. Se num havia lugar para a melancolia com os seus pianos que depois desembocavam em paredes de som fortes e vozes limpas cohabitavam com esparsos guturais, no outro entramos em terrenos mais agrestes, mais frios e obscuros. Larga-se a toada de pendor atmosférico e abraça-se o doom/death de tendências um pouco mais funéreas, à boa moda do que temos vindo a acompanhar nos sons que nos chegam da Rússia e países fronteiriços.
'Horizon of My Heaven' despe-se daquela aura mais emocional que se encontra em 'Different Realms' e resulta num álbum mais directo e mais unidimensional, ou seja, é sempre breu do princípio ao fim - embora ali pelo meio em 'Around You' e 'Your Easy Death' a coisa se torne um pouco mais ligeira, em abono da verdade.
'Decline of Your Consciousness' abre-nos as portas para a escuridão e aquele intermezzo acústico, chamemos-lhe assim, deixa-nos respirar após o forte embate antes de nos atirarmos de cabeça para o que falta desta malha inicial e prepara-nos para os 50 minutos restantes. Aqui, não há espaço para vozes doces, à excepção de breves trechos ao estilo spoken word, e a maior pecha vai mesmo para a falta dos temas respirarem e crescerem um pouco mais, podendo conferir uma maior dimensão a estes temas, uma boa amostra de como se pode criar bom doom/death sem estar sempre a olhar para a cartilha do costume.
Sem ser sublime e longe da perfeição, 'Horizon of My Heaven' cumpre, inapelavelmente, apresentando um leque de temas que não soam iguais entre si, com variações melódicas interessantes, mantendo a fasquia sempre num nível alto, tornando este álbum num momento bem agradável. (15/20)

Tracklist:
01. Decline Of Your Consciousness
02. For You
03. Scream Of Despair
04. Around You
05. Your Easy Death
06. Horizon Of My Heaven
07. Falling Stars
08. I Lost Myself
09. We’re All On The Other Side




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Astral Sleep - Visions

A parada está alta? Após dois EPs e um álbum que pouco mais roçaram do que a mediania, os finlandeses Astral Sleep regressaram em 2012 com um trabalho que, certamente, irá agradar a muita boa gente.
'The Towers' abre o disco e contém uma daquelas malhas que nos deixa esmagado. A voz sensaborona do passado dá lugar a um rugido simpático e, de repente, damos por nós a pensar que a dieta deste quarteto passou pelos melhores trabalhos dos Evoken e Mournful Congregation. Apesar de tudo, nota-se que o nível de intensidade vai baixando à medida que caminhamos para 'Channel Sleep'; outros tipos de voz são utilizados, nem sempre resultando com a mesma eficácia, mas o impacto dos primeiros minutos é por demais positivo.
'Channel Sleep' podia muito bem fazer parte de 'Unknowing', mas seria uma ilha. Aqui, apesar das diferenças para os restantes temas, encaixa e evidencia que a banda alargou horizontes e evoluiu nos terrenos mais melódicos em que se sente mais confortável. Parece um tema de «altos e baixos», mas está aí espelhada muita da criatividade do quarteto. O único senão vai para o piano inicial, desconcertante.
'Visions' vem na linha musical do tema anterior, mas revela-se o passo menos entusiasmante do álbum, ainda que contenha apontamentos interessantes, mas esparsos.
A fechar, '…They All Await Me When I Break The Shackles Of Flesh', tenta fazer a súmula, mas parece perder-se um pouco e, mais uma vez, a utilização de vários registos vocais não abona em favor do tema.
Com este segundo álbum, os Astral Sleep dão um salto qualitativo substancial relativamente a tudo o que fizeram no passado. A paleta de influências ainda está bem presente e a tentativa de encaixar muitas ideias num só tema também não resulta sempre bem, faltando ali um crivo que seleccione as ideias que se coadunem a um determinado tema, acabando por criar alguns momentos algo enfadonhos. Contudo, o saldo é bem positivo ao qual não podemos negligenciar uma produção mais efectiva. Bons indícios para trabalhos futuros. (14/20)

Tracklist:
01. The Towers
02. Channel Sleep
03. Visions
04. …They All Await Me When I Break The Shackles Of Flesh




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sábado, 26 de janeiro de 2013

Somnus Aeternus - On the Shores of Oblivion

Estes Somunus Aeternus chegam da República Checa e 'On the Shores of Oblivion' é o seu primeiro álbum, sucedendo à demo lançada em 2011.
Entre os dois trabalhos há um efectivo crescimento da banda do ponto de vista qualitativo, apresentando um conjunto de temas multifacetados mas bastante coesos, capazes de agradar a seguidores das linhas mais melódicas do doom, death e, também, do gótico. Pois é, estamos perante uma fusão de estilos em dez movimentos e sem estar a destacar este ou aquele momento - pronto, está bem, 'The Light at the End of Suffering' é, na nossa opinião, um dos melhores exemplos onde convive toda a amálgama sonora referida de forma bastante harmoniosa - estamos em crer que este registo, que funciona da melhor maneira no seu todo, terá sido um dos melhores neste segmento durante 2012. É claro que as atmosferas e os momentos melancólicos têm uma preponderância maoritária nestas composições, como aliás se pode verificar durante a primeira metade do álbum, mas é a partir de 'A Touch of Insanity' que entrarmos em terrenos mais variados - e bem mais interessantes, diga-se em abono da verdade -, onde se verificam passagens bem mais rápidas, tornando as sucessivas audições momentos bem agradáveis, nada monótonos.
'On the Shores of Oblivion' cresce à medida que lhe vamos dispensando tempo e, de mansinho, ganha o seu espaço; se não possui «aqueles temas» ou uma boa mão cheia de malhas que nos deixam de queixo caído, ganhando automaticamente um lugar entre os melhores do ano, assume-se como uma bela revelação antecipando boas novas em futuros lançamentos. Assim o esperamos. (15/20)

Tracklist:
01. Withering Attachment
02. Decrepitus
03. Few More Pictures Till Death
04. Of the Bond
05. The Light at the End of Suffering
06. A Touch of Insanity 
07. Purgatorium
08. The Divine Void
09. Everything Else Is A Lie
10. Sinthesis



 
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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Ab Reo Dicere: Embrace Of Silence + Inborn Suffering + The Howling Void

Embrace of Silence - Leaving the Place Forgotten by God

Após dois EPs, esta banda ucraniana lança o seu primeiro longa-duração com uma sonoridade fortemente enraizada no doom/death da primeira metade da década de 90 (o EP 'Inspirational Songs' será a prova cabal disso mesmo, basta consultar a tracklist).
A fórmula que preside a estes sete temas é por demais conhecida, mas a qualidade de algumas ideias em 'Slaves of Forgotten Graves' ou 'Way to Salvation', por exemplo, são mais que suficientes para admitir que estamos para além de uma mera cópia dos My Dying Bride ou de uns Anathema na sua fase inicial; no entanto, 'Silent Voice, Empty Words' acaba por soar demasiado colada à banda de Halifax, dificultando a tarefa de esconder nas entrelinhas das composições essas mesmas influências.
Este é um álbum para fãs do género, disso não haverá dúvida, mas sublinhamos a existência de ideias interessantes aqui presentes e, se forem bem exploradas, poderão granjear uma maior visibilidade a este projecto. (13.9/20)

Tracklist:
1. In Gloom Of Somnolent Night
2. The Slave Of Forgotten Graves
3. The Gates Of Remembrance
4. Silent Voice, Empty Words
5. Way To Salvation
6. In Angel’s Hand
7. I’m Your Jesus



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Inborn Suffering - Regression to Nothingness

Seis anos após 'Wordless Hope', eis que surge o segundo registo destes franceses, continuando fiéis às linhas do melodic doom/death carregado de densas e profundas atmosferas que marcaram esse primeiro registo. Apesar disso, esta longa espera está longe de significar estagnação e 'Slumber Asylum', logo a iniciar é reveladora disso mesmo, com o seu ritmo forte e compassado, a suportar uma melodia que inclui um riff que se entranha ao fim de pouco tempo, desaguando em toadas mais lentas e belas. Somos apanhados de surpresa ao mesmo tempo que se revela uma banda mais madura e com uma qualidade de composição mais elevada. 'Born Guilty', começa em mid-tempo, como se estivéssemos no meio de uma tempestade, amainando mas mantendo todo o tema como uma bela sequência de passagens que se encaixam muito bem, sendo uma das melhores faixas deste registo (os minutos finais de 'Grey Eden' também são muito bons).
'Regression to Nothingness' está uns furos acima de 'Wordless Hope'; funciona como um todo bastante coeso, interessante e sem grandes momentos que soem a fillers.
Terá valido a pena esta espera de seis anos? "Este é um dos melhores álbuns do género, este ano!", será  a nossa resposta. (16.3/20)

Tracklist:
1. Slumber Asylum
2. Born Guilty
3. Grey Eden
4. Apotheosis
5. Another World
6. Regression To Nothingness
7. Self Contempt Kings



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The Howling Void - The Womb Beyond The World

Álbum número três desta one man band proveniente do Texas.
Ao longo dos quatro temas que compõem este 'The Womb Beyond The World', continuam a prevalecer as sonoridades funéreas com momentos mais ambientais que já se encontravam presentes em lançamentos anteriores. Os temas continuam a ser bastante longos, rondando os 15 minutos cada, em média, e o cenário para o qual nos transportam é exactamente igual ao que podemos constatar em 'Megaliths of the Abyss' ou em 'Shadows Over the Cosmos'.
As teclas continuam a dominar as composições, funcionando como elo de ligação entre todas as partes que vão construíndo estas odes lentas, dando a nítida impressão de uma certa filiação em linhas sonoras exploradas pelos Comatose Vigil ou pelos EA, mas sem conseguir atingir os níveis de interesse dessas bandas em álbuns como 'Fuimus, Non Sumus...' ou 'Ea', respectivamente. E quando as coisas são assim, apesar de estarmos perante um trabalho certinho e com um som decente, não há muito mais a dizer. (11/20)

Tracklist:
1. The Womb Beyond The World
2. The Silence Of Centuries End
3. Lightless Depths
4. Eleleth




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domingo, 11 de novembro de 2012

Abske Fides - Abske Fides

Há quase uma década que os Abske Fides andam a espalhar negrura num país que pouco ou nada deve a essa cor, o Brasil. Após uma abordagem, na sua demo de estreia, mais virada para o black metal de tons depressivos, seguiram-se dois EPs que tinham como mote o funeral doom. Três anos depois de 'Disenlightment', eis o primeiro longa-duração, auto-intitulado, que marca mais uma variação na orientação musical da banda. Agora, prevalece uma abordagem aos temas na linha do death/doom em deterimento das toadas mais funéreas. Isso é bem evidente na faixa de abertura 'The Consequence Of The Other', que na parte final contém uma voz feminina a dar um toque mais belo a esta entrada..
A primeira metade do álbum segue esta linha, numa abordagem quase clássica, a que não faltam o jogo entre growls e vozes limpas e passagens mais agrestes e outras mais contemplativas. 'Aesthetic Hallucination of Reality', incluído no último EP da banda, embora numa versão um pouco mais longa, marca o início de uma perda de rumo da banda, que vai do funeral doom até momentos mais uptempo no mesmo tema, entrando, depois, por caminhos que nos levam ao post-rock de uns Sigur Rós, por exemplo; 'Embroided In Reflections' talvez seja o melhor exemplo.
Não há aqui temas mal executados, mas a falta de um fio condutor é bem notória, fazendo com que este álbum não seja mais do que um conjunto de temas agrupados, sem fazerem grande sentido no cômputo final. O que é uma pena. (11/20).

Tracklist:
01. The Consequence of the Other 
02. Won't You Come
03. The Coldness of Progress
04. Aesthetic Hallucination of Reality 
05. 4.48
06. Embroided in Reflections



Link: http://abskefides.bandcamp.com/
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sábado, 13 de outubro de 2012

Narrow House - A Key To Panngrieb

Das cinzas dos obscuros Funestum chegam à luz do dia estes Narrow House e o seu opus de estreia 'A Key To Panngrieb', com o carimbo da Solitude Productions. Quem tomou contacto com a primeira encarnação desta banda ucraniana, poderá ficar já com uma ideia do território onde estes novos temas se movimentam, embora aqui imbuídos de ambientes mais atmosféricos, bem na linha dos Comatose Vigil ou dos Abstract Spirit, por exemplo. E a páginas tantas, parece que estamos a ouvir essas bandas, dada a fórmula empregue - bem sabemos que é bastante complicado ser inovador e original neste estilo musical -, mas as comparações acabam por serem quase inevitáveis.
Ao longo destes 45 minutos de degredo funéreo, a «escola russa», chamemos-lhe assim, apresenta-se em boa forma; quatro temas tocados de forma muito competente, bem estruturados, com um bom equilíbrio entre as teclas e as guitarras e uma voz bem gutural que, esparsamente, alterna com um tom límpido e a pender um pouco para o tortuoso.
A tudo isto, é necessário acrescentar que, apesar deste registo ver somente agora a sua edição, todo ele foi gravado em 2010, com elementos que actualmente já não fazem parte da banda, o que nos fará antever alguma mudança sonora em próximos trabalhos.
Sem ser um álbum transcendental, 'A Key To Panngrieb' acaba por ser de agradável audição, sem grande originalidade, mas bastante sólido; pontos que abonam em seu favor, embora esteja sempre presente a ideia que já ouvimos algo muito parecido anteriormente. (12.2/20)


Tracklist:
01. Последнее Пристанище
02. Псевдорятунок
03. Стеклянный Бог
04. Под Маской Этой 



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sábado, 8 de setembro de 2012

Obsidian Sea - Between Two Deserts

Se a memória não nos atraiçoa, da Bulgária nunca brotou nenhum projecto de nomeada, daqueles que marcam a história do Metal e arrastam milhares de fiéis, apesar de estar a meio caminho entre a Alemanha e a Grécia, dois países com fortes raízes e bandas neste panorama.
De facto, ao longo desta última década, com toda a crescente quantidade, visibilidade e actividade que a cena do leste europeu proporcionou - e continua a jorrar como uma infindável torrente de lava -, ainda era possível notar a existência de algumas lacunas, alguns países que não estavam a acompanhar este boom, chamemos-lhe assim.
Não sabemos se estes Obsidian Sea almejam algo do género, ou se buscam feitos mais modestos, mas o facto de terem o seu primeiro longa-duração com o selo e distribuição da Solitude Productions certamente ajudará a que a sua música chegue a um mais alargado leque de ouvintes.
E o que nos traz este duo de Sofia? Pois bem, um conjunto de nove temas de doom na sua linha mais tradicional, com uns toques de epic (já estão a ver: Candlemass, Reverend Bizarre, Saint Vitus ou Solitude Aeturnus, por exemplo) que, apesar de não serem arrebatadores ou conseguirem ombrear com outros lançamentos do género, mostram um conjunto de ideias bem definidas aplicadas a composições coesas, sóbrias e estruturadas, ficando somente um pequeno travo a amargo pelo facto de não terem arriscado um pouco mais, dado mais algum dinamismo a alguns temas, acabando o todo por se tornar um tanto ou quanto previsível e a roçar o monótono; as excepções vão mesmo para 'Impure Days', onde foi «colado» um andamento mais rápido que até parece ligeiramente desajustado, por incrível que pareça relativamente ao que referimos acima, e o final de 'Beneath' num quasi mid-tempo. Por sua vez, é em 'The Seraph' e 'Curse of the Watcher' que podemos encontrar os riffs mais conseguidos destes 55 minutos.
Um dos pontos que também não ajuda este registo é a produção, um tanto ou quanto limitada, não deixando os temas respirarem e terem uma outra dimensão, que lhes poderia granjear mais alguns louros.
No entanto, a ideia a reter é a que estamos perante boas ideias e potencial sonoro. Basta que haja alguma maturação e "aquele" toque de inspiração que faça os Obsidian Sea erguerem-se a um patamar mais elevado. (12/20)

Tracklist:

01. At The Temple Doors
02. Mountain Womb
03. The Seraph
04. Impure Days
05. Curse Of The Watcher
06. Absence Of Faith
07. Second Birth
08. Beneath
09. Flaming Sword



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segunda-feira, 25 de junho de 2012

Ea - Ea (2012)

É com um piano sorumbático, onde as notas soltas ecoam placidamente, que inicia a nova proposta desta entidade obscura e misteriosa que dá pelo nome de Ea. Sob esse piano, um ruído surdo enegrece o cenário, desde esses primeiros segundos, acabando tudo por eclodir numa explosão de guitarras que fazem chorar as pedras da calçada, lancinantes, ritmos fortes mas lentos e teclados que mais não são do que a voz de uma morte qualquer que percorre, na sua negra altivez, um cenário desolador, em busca de um derradeiro sopro de vida.
Ao longo deste tema, com mais de 47 minutos, o projecto não se desvia um milímetro da sua matriz funérea e durante a sua audição, que nunca chega a tornar-se cansativa ou desinteressante, sendo possível verificar um continuum dos elementos que pudemos testemunhar ao longo dos três primeiros trabalhos e, de certa forma, começaram a mostrar sinais de algum "cansaço" em 'Au Ellai'.
No entanto, neste trabalho homónimo, parece que houve algum rejuvenescimento a que não será alheia a abertura a alguns momentos mais desafiantes, conseguindo dar uma certa aura de grandiosidade a este 'Ea'. Após o referido prólogo, vamos de encontro a um dos momentos mais belos e marcantes, proporcionado por um "coro" envolto em teclados que nos remetem para uma qualquer celebração, atingindo níveis épicos. Após esse primeiro clímax, digamos, mergulhamos num longo período sonoramente típico deste projecto, embora sempre num nível interessante, onde se conjugam habilmente o peso do funeral doom, e as passagens mais atmosféricas que são imagem de marca dos Ea.
Esta situação só volta a mudar à entrada para os últimos 23 minutos, onde somos sacudidos dessa letargia, por uma toada quasi death metal, regressando minutos depois ao normal modus operandi, desta feita com direito a vocalizações e a um solo lá mais para a frente,  onde as teclas assumem um plano de destaque conduzindo-nos para o final, num embalo triste.
Já longe do impacto que teve 'Ea Taesse', este quarto álbum irá marcar pontos pelo facto de ser o mais equilibrado, o mais ambicioso, que mais declaradamente criou espaço para novas experimentações e, curiosamente, é o primeiro que não obedece a um conceito ou trilogia. (15.4/20)

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Ab Reo Dicere: Comatose Vigil + Heavy Lord + Enth

Comatose Vigil - Fuimus, Non Sumus... (2011)

Após um longo silêncio de quase cinco anos, os russos Comatose Vigil decidiram dar um assomo de vida - apesar de, neste momento, já não se encontrarem no activo, com a separação da banda em Março deste ano - repartido em três longuíssimos fôlegos. Se 'Not A Gleam Of Hope' os tinha colocado na mira de muito boa gente, muito por culpa de um funeral doom com larga carga atmosférica devastadora, este 'Fuimus, Non Sumus...' irá tão somente confirmar o trio moscovita como uma proposta acima da média no segmento em que se movimentam e uma referência no mar de bandas que nos chegam amiúde dessas frias paragens.
Apesar da tracklist constar de três temas - em que a média de duração ronda os 25 minutos -, este é um trabalho imenso, profundo e doloroso. Com uma enorme capacidade de envolver o ouvinte nesta fria viagem, onde os teclados têm uma primordial importância, este segundo longa-duração mostra uma banda mais refinada, com uma maior apetência para os pormenores dos temas, não se limitando a libertar descargas monolíticas de som lento e ultra-pesado. 'Autophobia' será, talvez, o melhor exemplo desse trabalho mais meticuloso, uma peça burilada até ao mais ínfimo pormenor onde todas as suas partes se vão encaixando de forma quase perfeita. 'Fuimus...' é mais extremo que 'Not A Gleam...', disso não parece haver dúvidas e só temos que nos congratular por podermos ouvir temas deste calibre. Até 'The Day Heaven Wept' ganha uma aura diferente, entoada em russo. (16/20)



Heavy Lord - Balls To All (2011)

Os Heavy Lord chegam-nos da Holanda e este é já o seu terceiro álbum, todos eles com o carimbo da Solitude Productions. 'Balls To All' é um exercício que junta o stoner, o sludge e o doom metal em doses que não trazem grandes novidades em termos de originalidade. Por aqui, vamos descortinando alguns bons riffs ('Kick Teeth' e 'Fear The Beard'), alguns refrões mais orelhudos, mas pouco mais. A fazer ganhar alguns pontos está o bom som, cheio e coeso, muito à custa de um bom trabalho de estúdio, mas que mesmo assim não chega para suplantar 'Chained To The World' e muito menos 'From Cosmos To Chaos'. 
O ponto mais fraco estará nas vocalizações limpas, que não conseguem estar ao nível do som poderoso que o quarteto vai destilando ao longo das oito faixas (a excepção será quase no final de 'Dieselweed', onde Layne Stayley nos vem ao pensamento, no meio de uma bateria descontraída e uma guitarra preguiçosa), mas que acaba por pecar por excesso dada a preponderância que este tipo de voz tem ao longo dos 45 minutos desta rodela.
Longe de ser imprescindível, este trabalho dos Heavy Lord vale por alguns momentos, espalhados de forma um pouco esparsa. Caso contrário, estaríamos perante algo perfeitamente dispensável. (10.5/20)



Enth - Enth (2011)

Os Enth consistem num duo polaco que, neste trabalho de estreia, vagueiam entre o death/doom e o funeral doom metal. O primeiro dos dois temas que compõem este trabalho (edição limitada em LP) inicia melancólico, cortesia de um simples mais interessante trabalho de guitarra acústica e teclados lacónicos, conduz-nos para uma dúzia de minutos onde o riff de guitarra se repete até à exaustão e o ritmo não sofre qualquer tipo de variação, acabando por tornar-se monótona a sua audição. Por sua vez, 'Godzina Której Nie Ma' apesar de correr na mesma dolência e sem a capacidade de nos fazer erguer o sobrolho num sinónimo de agradável surpresa, é um pouco mais dinâmico, mostrando um pouco mais a capacidade de abordar, mesmo ao de leve, outros campos, mas sem arriscar na dose certa, acabando por cair na dormência que havíamos registado em 'Matryca'.
Longe de surpreender, os Enth entram em campo de forma discreta e, se o cenário não mudar nos próximos lançamentos, arriscam-se a sair de cena «de fininho». (9.8/20)

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Abstract Spirit - Horror Vacui (2011)

Funeral Doom Metal, movimento III! 2011 vê o regresso dos moscovitas Abstract Spirit com mais um álbum, após a estreia 'Liquid Dimensions Change', de 2008, e 'Tragedy And Weeds' no ano seguinte. Quem já se cruzou - ou melhor, foi abalroado! -, com a sonoridade deste trio já sabe muito bem com o que pode contar, bastaria ler a primeira frase deste texto. Para os 'novatos', este 'Horror Vacui' acaba por ser a descoberta da banda no se u passo seguinte, ou seja, não é o aprimoramento da fórmula, com retoques aqui ou ali, mas um aprofundamento da sonoridade, com algumas novas tonalidades até aqui pouco exploradas.
A meia-dúzia de temas, mais o interlúdio de faceta ambiental 'Vigilae Mortuorum (Interludium)', que fazem parte deste trabalho parecem ainda mais lentos e guarnecidos de uma dimensão épica. Essa impressão fica logo patente na abertura, com 'Beyond Closed Eyelids', onde a par dos riffs imensos e incomensuravelmente pesados de M. Hater e da voz gutural cortesia de I. Stellarghost, surge uma maior incorporação de teclados e passagens de piano, permitindo aos temas respirarem da sua hipnótica e lenta violência, o que proporcionará ao ouvinte, por conseguinte, algum tempo para recuperar o fôlego antes de voltar a ser engolido por esta massa sonora gigantesca.
Ao longo deste 70 minutos, cai sobre nós uma negritude funérea, criando uma atmosfera doentia, comiserável, um monumento que se constrói lentamente, numa subtil e arrepiante progressão, dantesco que esbarra na nossa frente, deixando-nos com uma sensação de mal-estar perturbadora. Os coros, quais lamúrias desta ode mortífica, funcionam como leves bálsamos, momentâneos, ao longo deste trajecto por hediondas paisagens.
Este álbum resulta como um só, rochedo indivisível, esmagador, quer pela sua coerência estilística e sonora mas, também, pela cadência que os próprios temas têm, entrelaçando-se uns nos outros bastante naturalmente. Apesar disso, algo mais ressalta ao escutarmos 'Post Mortem' e 'Pulse'.
'Horror Vacui', não sendo um trabalho perfeito, nem inovador, tem no condão da sua coesão e poder sonoro e estilístico a capacidade de afirmar os Abstract Spirit como uma das melhores bandas do segmento na Rússia e na Europa, capaz de poder vir a ombrear com os alemães Ahab.
Por nós, os últimos 70 minutos do Apocalipse já têm banda-sonora. (16.3/20)

English:
Funeral Doom Metal, movement III! 2011 sees the return of Moscow Abstract Spirit with another album after the debut ‘Liquid Dimensions Change’, in 2008, and ‘Tragedy And Weeds’ in the next year. Anyone who has ever crossed - or rather, was rammed! - with the sound of this trio, knows quite well what can count on, just need to read the first sentence of this text. For the 'newbie’s', this 'Horror Vacui' turns out to be the discovery of the band at their next step, specifically, not on improving the formula, with touches here and there, but looking forward for a deeper sound with some new ideas up till now little explored.
The half-dozen tracks, plus the ambiental interlude 'Vigilae Mortuorum (Interludium)', which are part of this work seem even slower and look a bit more epic. This impression is immediately evident in the opening song, "Beyond Closed Eyelids', where side by side with immense and immeasurably heavy riffs, played by M. Hater and deep guttural voices courtesy of I. Stellarghost, there is a greater incorporation of keyboards and piano passages, allowing those songs to breathe from their slow and hypnotic violence, which will provide the listener, therefore, time to catch his breath before returning to be swallowed by this huge mass of sound.
During these 70 minutes, falls upon us a funereal blackness, creating an unhealthy atmosphere, miserable, a monument that is built, slowly, in a subtle and chilling progression, in a Dantesque way that collides against our senses, leaving us with a feeling of malaise disturbing. The choirs, which laments along this deadly ode, act as light balms, momentary, along this route by hideous landscapes.
This album turns out as one, indivisible rock, overwhelming, both for its consistency of style and sound but also by the cadence that have their own tracks, weaving them into each other quite naturally. Yet, we need to emphasize 'Post Mortem' and 'Pulse'.
'Horror Vacui', not being a perfect record, or innovative, has the knack to show a very intense cohesion and power of their sound and stylistic ability to affirm Abstract Spirit as one of the best bands in the funeral segment in Russia and in Europe, capable of being able to comparable with the Germans Ahab.
For us, the last 70 minutes of the Apocalypse have already a proper soundtrack. (16.3/20)

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Sceptic Mind - The Begining (2010)

Às vezes, somos confrontados com álbuns que nos colocam em sentido desde o primeiro momento em que tomamos contacto com eles; em outros casos, vão ganhando o nosso respeito e conquistam-nos aos poucos; depois, existem os suportáveis e os irrelevantes. Foi durante a audição do tema de abertura e que dá título a esta segunda proposta que nos chega da Rússia, que nos demos a pensar nesta forma de encarar - ou hierarquizar - a nossa relação com os trabalhos que vamos ouvindo e conhecendo e percebemos que neste caso específico, e depois de ouvir estes três temas colossais, que os Septic Mind tomam conta dos nossos sentidos de uma forma tão bruta e fria que nos deixa completamente aturdidos. O que brota das colunas não é somente funeral doom, mas um conjunto de linhas atmosféricas que nos rodeiam e nos absorvem de tal maneira que nos sentimos no meio de uma tempestade que pára ao fim dos 60 minutos de duração deste registo; uma tempestade que nos vai fustigando, lenta e gélidamente, percorrendo espaços desoladores e inóspitos e mostrando-nos uma negritude espessa como breu.
Perante um cenário destes, está claro que os Esoteric saltam logo para a linha da frente, mas não podemos esquecer uns Pantheist ou mesmo os seminais Thergothon.
'The Begining' contém um trio de temas que prega o Apocalipse, mas de uma forma docemente brutal, embalando-nos durante os seus momentos mais calmos e contemplativos, para depois esmagar-nos sem contemplação ou amistosidade. 'The Misleading' contém nuances que nos lembram os crescendos muito característicos do post-rock/post-metal; e não é que sabem bem aqueles doze minutos antes da entrada da voz gutural de Michael Negiev, como um vento frio que nos bate no corpo e acorda para a dureza e crueza que a música contém. Achamos que após isto tudo, será escusado dizer o que este álbum provocou neste ouvinte. (17.4/20)

English:
Sometimes we are confronted with albums that put us standing straight since the first moment we contact them; in other cases, they gain our respect and conquer us slowly; finnaly, there are the bearable and irrelevant ones, too. It was while we were listening the opening track, and at the same time the title of this second proposal that comes from Russia, that we found ourselves thinking on the way we face - or rank - our relationship with the records that we hear and know and realize that in this specific case, and after hearing these three huge songs, the music of Septic Mind preempt our senses in a way so raw and cold that makes us completely flummoxed. What flows from the speakers is not only funeral doom, but a set of atmospheric lines that surround and absorb us so deeply that we feel in the midst of a storm that goes away only after the 60 minutes of this record; a storm that goes on beating, slowly and icily, traversing bleak and inhospitable places and showing us a thick pitch-blackness.
Of course, with such a scenario like this one, it is clear that the Esoteric jump straight to the front line, but we cannot forget Pantheist or even the seminals Thergothon.
'The Beginning' contains a trio of tracks that preaches the apocalypse, but in a brutal gently way, lulling us during their quiet and contemplative moments, and then crush us without contemplation or friendliness. 'The Misleading' contains nuances that remind us of the very characteristic post-rock/post-metal crescendos, and feels really good those twelve minutes before the entrance of the guttural voice of Michael Negiev as a cold wind that hits us in the body and awakes us to the hardness and ruthlessness that this music contain. We think that after all this, is needless to say which sensation this album has caused in this listener. (17.4/20)

domingo, 26 de dezembro de 2010

Ophis - Withered Shades (2010)

Os mais incautos que derem de caras com este "Withered Shades" irá pensar que estamos perante mais um projecto de Black Metal; a imagem da capa, as cores e o pentagrama invertido poderão sugerir isso mesmo.
No entanto, estes germânicos movimentam-se pelos meandros do Doom/Death Metal, com alguns pózinhos de Funeral de quando em vez, e lançaram este ano o seu segundo álbum.
Quem acompanha a carreira da banda desde os tempos da demo "Empty, Silent And Cold", certamente terá registado uma notável evolução qualitativa no som e nas estruturas dos temas, como que num crescendo, ouça-se "Pazuzu" presente na referida demo e no registo de estreia e as diferenças saltam logo à vista; na primeira, onde se verifica um tom ainda naif, enquanto que em "Streams Of Misery" o som e poder da mesma encostam-nos à parede, após aquela intro deliciosamente escabrosa, deixando-nos atordoados após esses dolorosos minutos que são da mais rica qualidade exposta nesse registo.
Três anos depois, os Ophis chegam-nos com mais uma mão cheia de temas que se regem, grosso modo, pela mesma linha orientadora, embora aqui se note uma maior propensão para uma exploração até à exaustão de algumas linhas de guitarra e bases rítmicas - não sendo, desta forma, de estranhar que a maioria destes novos sons andem bem acima da dezena de minutos -, mas ao mesmo tempo, mostrando uma capacidade de composição mais refinada, na linha evolutiva que já falámos, aproximando-se, em alguns momentos de momentos mais melódicos que nos fazem lembrar os Swallow The Sun, por exemplo. A generalidade dos temas aposta em ritmos bem lentos, quase funéreos - ouça-se "Earth Expired" -, abrindo mais uma porta na abordagem musical que poderá trazer uma mais-valia para o som destes germânicos.
"The Halls Of Sorrow",  irrompe pelas colunas e quase que resume todos os 45 minutos seguintes; evidencia que esta banda está, no seu todo, num patamar superior. Não há falhas a registar, a máquina está bem oleada e coesa, há tempo para momentos de calmaria e outros de maior rispidez,sempre em doses equilibradas, ou seja, antevemos uns Ophis a caminho de um amadurecimento musical significativo, com uma personalidade bem vincada, um som bem definido e, acima de tudo, a garantia de trabalhos de qualidade acima da média.
Haja alguém que os traga cá para comprovarmos isso mesmo! (17/20)

English:
The most exclusive of unsuspecting people who face this "Withered Shades" will think that this is another project of Black Metal. The image of the cover and the booklet in general, the colors used and the inverted pentagram may suggest that.
However, these Germans move up the meanders of the Doom/Death Metal, with some of Funeral powder, and released their second album this year.
Those who follow the band's career since the days of the demo "Empty, Silent And Cold", will certainly have registered a remarkable evolution in sound and qualitative structure of the themes, like a crescendo - listen "Pazuzu," present at the demo and first album and the differences immediately appear, at first, where there is an even naive while in "Streams Of Misery" sound the same power and lean on the wall. After the intro delightfully scabrous, leaving us stunned, all those painful minutes of the richest quality are related in that register.
Three years later, the Ophis get us over a handful of themes that are governed roughly the same guideline, but here we note a greater propensity for a farm to exhaust some guitar lines and rhythmic foundation - is not thus surprising that most of these new sounds and to walk up ten minutes - but at the same time, showing a capacity of more refined composition, in the evolutionary line that we talked about, coming up on some good points more melodic moments that remind us Swallow The Sun, for example. A majority of bets on themes and rhythms slow, almost funereal - listen to "Earth Expired" - opening the door in a more musical approach that can bring added value to the sound of these Germans.
"The Halls Of Sorrow," which opens the album, after a slow start captivating, erupts from the speakers on full plenitude of his power and that sums up almost all 45 minutes; shows that this band is on the whole, a higher plateau. No failures to record, the machine is well oiled, cohesive, there is time for moments of calm and others sharply higher doses always balanced, ie each Ophis anticipate the path of a meaningful musical maturity, with a personality and stark, a defined sound and, above all, ensuring quality work above average.
There is someone who brings them to our holy ground, to give you an idea about it! (17/20)

domingo, 19 de dezembro de 2010

Solitude Productions, BadMoodMan Music & Slow Burn Records - Novos Lançamentos (New Releases)


No seguimento da parceria de divulgação estabelecida com a Solitude Productions, BadMoodMan Music e a Slow Burn Records, anunciamos aqui os novos lançamentos destas labels.

SP. 042-10 Shattered Hope – Absence
(release date 20.12.2010)

The first full-length album of a Greek band representing the result of a long artistic way. High-quality atmospheric doom death metal in the very traditions of the genre features outstanding melodies, musical diversity and virtuosic performance. Additional vocals feature guest appearance of frontmen of such bands as Saturnus and Ataraxie. An instrumental part includes guest appearance of violins and cello.

 SP. 043-10 Helllight – …And Then, The Light Of Consciousness Became Hell…
(release date 20.12.2010)

The third album of a Brazilian band demonstrates the further progress of the musicians. Six epic tracks featured on the album are filled with deep tragic passion created by solid guitar sound and rich keyboards. Dense sound and interesting melodies distinguish the album among their other works. Piano interludes, mid-tempo fragments and clean vocals make the new album of HellLight an outstanding example of funeral doom death metal.

BMM. 039-10 Raventale – After
(release date 15.12.2010)

The fourth album of the famous Ukranian project Raventale demonstrates artistic evolution of its only member hidden beneath Astaroth name. On the one hand the new work named “After” continues the tendencies of the previous album with its mood and concept; on the other hand this is a standing alone masterpiece progressing from black/doom metal style to depressive black realm. The ideas behind this album demonstrate author’s thoughts about eternity and its decay, about the cyclic nature of life and being, about the destruction of this reincarnation cycle by the nature itself. Without any doubt the album can be treated as the best album of Raventale that has been ever created. The gold-plated CD with pit-art comes with a booklet printed on a golden paper which makes “After” a must-have item for your music collection and an outstanding present for any adept of the genre.

BMM. 040-10 Amber Tears – The Key To December
(release date 15.12.2010)

The long-awaited second album of the most famous Russian pagan/doom metal band Amber Tears being one of the best representatives of Russian pagan scene. Having started their way as followers of the cult Belorussian band Gods Tower Amber Tears demonstrate their own unique face at the second album “A Key for December”. Basing on folk motives and lyrics featuring folk tradition the musicians added doom death metal elements with all their slowness and weight to their music. The Russian traditional musical instrument gusli appearing on the album underlines the mental connection of Amber Tears work with traditional Russian music which is organically fused with modern melodic doom metal features. This album is indeed a milestone!

BURN 006-10 A Cold Dead Body – Harvest Years
(release date 16.12.2010)

Debut A Cold Dead Body’s album “Harvest Years” is a trail through 9 steps, from the "Semen" to the "Divinity". There is a story inside the album, not just music and words. Music and words create the atmosphere, but the written story has the sense of the whole album. It's a concept about a journey, about human ambition, about the conflict between humanity and nature, it's a concept based on the sense of life, technology and the meaning of death. Recorded and mixed at: Mushroom Studio, by Enrico Berto. Mastered by James Plotkin (Khanate, Sunn O))), Isis, Pelican, Earth). One of the best acts around. Must have!! CD released in Cardboard (Mini LP) Sleeve pack.


BURN 007-10 Catacombe – Kinetic
(release date 18.12.2010)

Debut album of Portuguese band Catacombe uniquely combines modern metal and post rock. Developing the ideas of their first EP “Memoirs” the band makes a pronouncing step of their way of creating memorable sound. The music features fine guitar passages, heavy riffs and complex melodic constructions. The album was recorded in January/March 2010 at Soundvision Studios. Mastering is performed by James Plotkin (Isis, Khanate, Pelican, Earth). The CD comes in noble Cardboard (Mini LP) Sleeve.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Solitude Productions & Slow Burn Records - Novos Lançamentos (New Releases)


No seguimento da parceria de divulgação estabelecida com a Solitude Productions e a Slow Burn Records, anunciamos aqui os novos lançamentos destas labels.


SP. 040-10 Septic Mind – The Beginning
(release date 30.11.2010)

A debut album of a Russian band Septic Mind. They presented themselves to the audience at Moscow Doom Festival V, performing at the same stage with Esoteric, Pantheist and Jack Frost, and attracting attention of the fans of the genre. Being followers of Esoteric the musicians evolve from traditional funeral doom to different experiments. Septic Mind have remastered their demo record providing really extreme sound progressing from powerful guitar riffs through noise effects to atmospheric keyboard interludes reflecting the mail concept of the album, the coldness and infinity of cosmos.


SP. 041-10 Who Dies In Siberian Slush – Вitterness Of The Years That Are Lost
(release date 30.11.2010)

The first full line-up album of the project recently appeared as one-man-band. This is the first officially issued work of the band: some tracks were featured at early demo recordings, but now they are reviewed and performed with supreme power and quality. Recording and mastering were performed at Primordial Studio (Abstract Spirit, Revelations of Rain, Comatose Vigil).
“Bitterness Of The Years That Are Lost” presents uncompromising music combining Doom Death and Funeral Doom in the vein of My Shameful. The album features guest appearance of vocalists of Comatose Vigil, Amber Tears, Elnordia, Abstract Spirit.


BURN 002-10 Talbot – Eos
(release date 01.12.2010)

The first full-length album of Estonian duet Talbot attract attention by its originality: the although the music is played without a guitar, it features fine melodies and solid sound, while sound blast created by bass and drums can serve as a standard for other modern bands. Talbot music features elements of various music genres from post rock to traditional doom metal thus creating unique atmosphere and memorable sound. The CD as a digipak. Limited edition 500 copies.



BURN 003-10 The Death Of Her Money – You Are Loved
(release date 01.12.2010)
 
New work of British band The Death Of Her Money features traditions laid in their previous albums while demonstrating higher level of songwriting and sound performance. The album is kept in the vein of best representatives of modern post metal scene. First 500 copies come in digipak format.


BURN 004-10 The Deadists – Time Without Light
(release date 05.12.2010)

Swedish band The Deadists cannot be definitely classified: featuring sound elements of such different bands as Black Sabbath, Entombed, Hawkwind, High On Fire, Sleep, The Melvins и Neurosis they created their own unique sound. Fans of modern metalcore will love their powerful guitar riffs.  Persent EP “Time Without Light” unlike its digital version features hidden track “Blizzard Of Nails”. Mastered by Goran Finnberg (Dark Tranquillity, In Flames, Opeth, M.A.N.).


BURN 005-10 Steny Lda – Steny Lda (Walls of Ice)
 (release date 05.12.2010)

With their self-titled debut album (Steny Lda) Walls of Ice introduce themselves as one of the best representatives of actively developing Russian post metal scene. All eight album compositions create a single canvas with heavy guitar riffs, melodic interludes and solos pierced with atmosphere of estrangement, gloom and reign of northern frost, winter and primal nature.

           http://slowburn.ru/



quarta-feira, 24 de novembro de 2010

The Sullen Route - Madness Of My Own Design (2010)

Após os primeiros segundos de "Dagon", não foi possível deixar de pensar se não tínhamos recuado cerca de 20 anos e estávamos no epicentro de toda uma cena que começava a despontar, onde toda a gente já estava saturada de bandas ultra-rápidas e brutais, com temas disparados à velocidade da luz; o Doom/Death Metal entrava em cena e arrastava uma boa quantidade de metalheads na sua torrente pesada e pesarosa. Ainda presente, mas menos caudalosa, esta mesma torrente continua a trazer à tona algumas boas propostas.
De facto, tal como à uma vintena de anos na Inglaterra, na Rússia existe uma "cena" muito própria, com o seu som definido, dentro da sonoridade Doom. Ao longo deste ano, foi possível verificar que estamos perante uma área crescente e criativa, que dá cartas, principalmente, no mercado europeu.
Neste conjunto de propostas, surge-nos pela mão da Solitude Productions, o trabalho de estreia dos The Sullen Route e, tal como escrevemos no início deste texto, é uma autêntica bomba de peso, devastação e angústia, tudo apresentado em bases rítmicas bem lentas, com guitarras bem lancinantes e duras, ou seja, uma óptima escolha para os amantes deste género. Estes oito temas vão beber, descaradamente - e bem! -, aos anos 90, a fontes como Skepticism ou ao trio Anathema/My Dying Bride/Paradise Lost na sua fase inicial, conseguindo criar bons temas, de entre os quais "Dagon", "Gates" ou "Sullen Route" são bom exemplo disso mesmo. Actualmente, o seu som andará perto de projectos como Mourning Beloveth, Evoken ou mesmo dos portugueses Process Of Guilt, só para terem uma noção do que espera quem se atrever a colocar à frente desta massa enorme de peso.
Foi uma agradável surpresa esta estreia deste quinteto, lançando um excelente trabalho, deixando-nos com água na boca para uma actuação ao vivo ou então para novos registos. Digno de registo, portanto! (17/20)

English:
After the first few seconds of "Dagon", we could not help wondering if we had retreated about 20 years and we were at the epicenter of an entire scene that was beginning to dawn, when everyone was already saturated of bands ultra-fast and brutal with issues raised at the speed of light: the Doom/Death Metal came on the scene and drew a good amount of metalheads in their heavy and sorrowful flood.
Still present, but less plentiful, the same stream continues to bring out some good proposals.
In fact, as to a score of years in England, in Russia today there is a "scene" of their very own, with its definite sound within the sound Doom. Throughout this year, it was verified that this is a growing and creative area, giving cards, mainly in the European market.
In this set of proposals, comes to us by the hand of Solitude Productions, the debut work of The Route Sullen and, as we wrote earlier is a real bomb weight, devastation and anguish, all presented in very slow rhythmic bases with guitars and piercing and hard, that is, a great choice for lovers of this genre. These eight themes will drink, shamelessly - and well! -, to 90’s decade, from sources like Skepticism as to the trio Anathema/My Dying Bride/Paradise Lost in its early stages, managing to create good themes, including "Dagon," "Gates" or "Sullen Route" that are good examples of this. Today, their sound walk around with projects like Mourning Beloveth, Evoken or even the Portuguese Process Of Guilt, just to get an idea of what it hopes those who dare to put in front of this huge mass of weight.
It was a pleasant surprise this debut of the quintet, releasing an excellent work, leaving us salivating for a live performance or so for new records. Noteworthy, therefore! (17/20)



Link: http://www.myspace.com/thesullenroute
         http://solitude-prod.com/