terça-feira, 17 de novembro de 2009

Unsilence - Under A Torn Sky (2009)

Os ingleses Unsilence já por cá andam desde 1993, mas a sua carreira tem sido tão inconstante, tão atribulada, com frequentes mudanças de line up, que a saída deste trabalho parece o resultado de uma teimosia colossal. Este longa duração dista 11 anos do seu predecessor, "Choirs Of Memory", sendo posteriormente lançados 2 EPs. Depois, silêncio, longo...
Uns reformulados Unsilence ressurgem em 2006 com a demo "Echoes Awaken", que funcionou como re-apresentação da banda e os 3 temas que delam constam surgem neste lançamento.
Alicerçados no doom de bases melódicas e épicas, este quarteto carrega no seu interior o que muitos colectivos britânicos, mas principalmente ingleses, carregam, ou seja, uma angústia e uma dor que parece ser característica da ilha de Sua Majestade, e que tão bem lhes assenta.
Essas qualidades/virtudes, neste contexto, encontram-se bem espelhadas no trabalho de guitarras e na voz de James Kilmurray (com algumas semelhanças à de Chris Goss dos Masters Of Reality), alicerçadas numa base rítmica competente e que faz deste "Under A Torn Sky" um lançamento de referência na linha do melodic doom metal neste ano 2009. (14/20)

Site: http://www.unsilence.co.uk/

Myspace: http://www.myspace.com/unsilence

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Passatempo "Count Raven/Mammons War" - Lista de participantes

A fase de votação no passatempo "Count Raven - Mammons War", terminou no dia de ontem. Resta-nos agradecer a todos os que votaram e deixaram a sua opinião sobre este regresso da banda sueca, após treze anos de silêncio, e aos que foram um pouco mais além e encaminharam o seu voto/opinião para o nosso e-mail e puderam inscrever-se neste passatempo. A todos vós, muito obrigado!

Como anunciado no regulamento, deixamos aqui a lista de participantes no passatempo:

# 01 - Coragem
# 02 - Marco Veloso
# 03 - Erzsébet Báthory (nickname)
# 04 - Nierika (nickname)
# 05 - LeadAether (nickname)
# 06 - Francisco Dias

O sorteio realizar-se-á no próximo dia 19, quinta-feira, e contará o último número do primeiro prémio sorteado da Lotaria Popular para este passatempo. Dada a possibilidade de ser extraído o número 0 na casa das unidades, e caso aconteça, passará a ser válido o número respeitante à casa das dezenas e assim sucessivamente.
Desta forma, para efeito de prémio, os números terão de estar entre 1 e 6, inclusive.

Muito obrigado, a todos, mais uma vez!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Obiat - Eye Tree Pi (2009)


Ao olharmos para esta capa, podemos bem imaginar o que irá brotar das colunas assim que o play seja premido; pois é, estamos perante o terceiro álbum dos stoners Obiat, conjunto multinacional que se sedeou em Inglaterra, mais precisamente em Londres. A oferta aqui não difere em muito dos  predecessores, onde o gosto pelo stoner metal se vai imiscuindo aqui e ali com momentos mais doomescos ou até mesmo com algumas pinceladas de sludge (mais patente na voz e guitarras, principalmente) e que vão conferindo um certo gozo ao longo dos 57  minutos de duração deste registo. Os fãs do género irão evidenciar um belo sorriso ao som deste "Eye Tree Pi", pois a escola está lá toda, mas os Obiat, porventura, terão na manga uma jogada que procurará angariar mais alguns devotos através dos trejeitos referidos anteriormente. E que não lhes irá, certamente, ficar mal. Veja-se o exemplo de "Serpent's Rites". (13/20)

Site: http://www.obiat.com/

Myspace: http://www.myspace.com/obiat

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Baroness - Blue Record (2009)

O segundo álbum costuma ser, tradicionalmente, a prova de fogo para qualquer banda quer seja como forma de prova de identidade, capacidade de evolução e ascensão no mundo musical. Ora bem, após uma estreia em tons de vermelho muito auspiciosa, os Baroness enfrentavam esse tal desafio do segundo trabalho; e arrisco dizer que o ultrapassam com distinção.  E porquê? O regresso que agora temos, em tons de azul, consegue ser mais variado que "Red Album", abrindo portas para uma infinidade de experiências que poderão entrosar-se com a base sludge que a banda (ainda!) ostenta, sem macular a sua identidade. Tal como nas complexas composições que nos são apresentadas nas capas dos seus trabalhos, tudo acaba por nos ser servido de forma a que os nossos sentidos consigam interiorizar a fórmula que este quarteto nos apresenta, tornando os seus temas frescos, num mercado cada vez mais saturado de lançamentos e onde os cenários sludge/post-metal (no eixo Neurosis e Isis) se encontram sobre-valorizados, numa clara separação da mistura entre o essencial e o regular.
Se olharmos para um passado (demasiado) recente, veremos que o trajecto destes georgianos pode ser bem cruzado com o que os Mastodon têm vindo a trilhar, e que se encontra bem vincado com "Crack The Skye", onde a estagnação não parece fazer parte do vocabulário e que o risco vale a pena. (15/20)

Myspace: http://www.myspace.com/yourbaroness

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Katatonia - Night Is The New Day (2009)



O ano de 2009 vê a chegada do oitavo álbum de estúdio dos Katatonia. "Night Is The New Day", a mui aguardada novidade, foi alvo de elevadas expectativas depois de "The Great Cold Distance" ter conquistado uma consensualidade genaralizada da elevada categoria deste suecos que vinham de três trabalhos que roçaram a magnificência : "Tonight's Decision" (1999), "Last Fair Deal Gone Down" (2001) e "Viva Emptiness" (2003). A sua passagem por Vagos, em Agosto último, com um setlist sem novidades terá aumentado ainda mais a efervescência entre as hostes.
O disco está aí, que dizer então? Facto: os Katatonia não estão tão agressivos como no seu passado recente (sim, porque a fase pré-"Discouraged Ones" parece, definitivamente, enterrada), apostando mais nas ambiências melancólicas, onde a voz de Renkse se sente muito mais à vontade, no uso de alguns apontamentos electrónicos e no contínuo abuso do formato canção. Será, então, um álbum desinspirado? Quem o ouvir de raspão, dirá que sim, mas com a passagem das audições e a ligação com as palavras carregadas de tristeza e angústia (atenção, aqui Anders Nyström não tem espao para vocalizações rasgadas) apercebemo-nos que estamos perante mais um colosso de negritude, mas bela por sinal.
No que a temas em destaque concerne, registamos "The Longest Year", "Nephilim" e "Inheritance", que constituirão, a par de mais algumas músicas dispersas em lados b de singles, alguns dos melhores temas que estes suecos alguma vez escreveram.
Apesar de não ser um portento imediato, este registo tem a indelével marca que caracteriza os Katatonia e constitui a evidente escolha para ouvir nestes dias cinzentos de Outono, em que a noite nos abraça bem cedo. (15/20)


Myspace: http://www.myspace.com/katatonia

terça-feira, 3 de novembro de 2009

3,14 - Neizbejnost (2009)


De Baku, no Azerbaijão, chegam-nos estes 3,14 (Pi) com o seu álbum de estreia com a particularidade dos seus 10 temas serem cantados na língua natal.
Este trabalho, que ultrapassa os 90 minutos de duração, alicerça-se  na vertente do melodic doom, onde as vozes limpas alternam com guturais que não deixam de ser perceptíveis ao longo de longos temas bem melancólicos, não se registando grandes alterações rítmicas, o mesmo se passando com as guitarras que ecoam sempre num tom triste, sem devaneios, que resultam em cansaço lá para o meio do álbum.
A contrastar com esta electricidade monocórdica, surgem alguns momentos acústicos, que entram bem no ouvido e que conferem uma boa lufada de ar fresco, demonstrando que também é possível ser obscuro e melancólico tendo por base musical uma guitarra acústica e um teclado. Aliás, o tema que mais me chamou a atenção foi "Poiski Utesheniy", a encerrar o primeiro cd, a espelhar o bom gosto da faceta acústica da banda.
No entanto, apesar deste não ser um trabalho de nível inferior, nota-se que os temas precisam de uma dose extra de trabalho, de procura de novas texturas, evitar alguma repetição nas estruturas de composição, de forma a que possam crescer ou que posteriores composições surjam como elementos definidores do som dos 3,14 (Pi). (11/20)

Site: http://www.3-14.ws/

Myspace: http://www.myspace.com/314doom

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Necromimesis - Ashk (2009)


"The metal scene in Iran is very poor due to the strong Islamic atmosphere, illegality of playing this kind of music and the bad thoughts about this kind of music by our government. However there a few active metal bands in Iran who work underground, but they can't present their records, CDs and DVDs officially." Estas são algumas das palavras proferidas por Hamed Azizi numa entrevista presente no último número da Terrorizer (# 189, p. 8) e que demonstram bem o estrangulamento que este tipo de sonoridades sofre no Irão e, bem possivelmente, em outros países.
O caso dos Necromimesis, provenientes do mesmo país, não deverá ser nenhuma excepção, apesar deste ser já o segundo lançamento que efectua - a estreia foi com a demo "Trance, or Decease", de Maio. Projecto de uma só pessoa,que também tem entre mãos o projecto Misty Forest, sem qualquer contrato assinado, numa experiência muito DIY que marcou grande parte das edições desta década, que através da internet tenta fazer chegar os seus sons à maior quantidade de público possível. Aqui, temos 5 temas de funeral doom que, apesar de algum primitivismo - principalmente ao nível da produção - mostra algumas ideias interessantes, embora haja sempre alguma dificuldade em inovar em géneros tão "fechados", chamemos-lhes assim. As linhas mestras que orientam o funeral doom estão ali todas e encontram-se aplicadas de modo a não defraudar os fâs do género.
A ouvir, sem rodeios e sem receios. (13/20)

Site: http://www.necromimesis.com/ 

Myspace: http://www.myspace.com/necromimesisband 

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Jesu - Opiate Sun (2009)

Pouco mais de dois meses o lançamento de "Infinity", o terceiro álbum de originais - apesar de conter somente um tema, homónimo, com a duração de quase 50 minutos -, Justin Broadrick e Co. não estão com meias medidas e publicam este EP composto por quatro temas que, num formato que poderia dizer mais consentâneo e standard do formato canção, recupera a força das guitarras e torna-se mais orgânico (na senda de "Conqueror"), deixando de lado a maquinaria presente em "Why Are We Not Perfect"; mas os Jesu são isto mesmo, uma entidade capaz de se transfigurar de trabalho para trabalho, multifacetada e capaz de assegurar os riscos dessas mutações.
Ao longo deste EP, reina a melancolia, como sempre, os ritmos lentos e a voz de Justin sempre naquele tom monocórdico, em jeito de quem está a contar uma história para adormecer. E é isso que acontece um pouco neste caso, ou seja, ao longo dos 25 minutos parece que se está sempre a ouvir o mesmo tema, não havendo grandes variações rítmicas e vocais, com uma constante presença da massa de guitarras que não trazem nada de novo ao som do projecto.
Apesar de bastante prolíficos na base das suas edições, com um álbum ainda fresco entre mãos, penso que estes temas ganhariam se lançados a uma maior distância de "Infinity", o que poderia fazer com que fossem um pouco mais trabalhados e ganhassem outra força. Assim, vai custar mais a passar. (12/20)

Myspace: http://www.myspace.com/officialjesu 

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Griftegard - Solemn, Sacred, Severe (2009)



Eis que mais uma vez uma banda sueca marca presença neste espaço. Desta feita, são os Griftegard, saídos das cinzas dos The Doomsday Cult e com elementos dos Wolverine, também. 
Antes deste primeiro álbum, em 2007, foi lançado o EP Psalm Bok, onde nos dois temas aí incluídos se encontravam delineadas as linhas mestras para este projecto: traditional doom metal com uma acentuada componente negativista nas temáticas abordadas. Agora, volvidos dois anos, mostram-nos uma banda mais madura, coesa, bem patente ao longo dos seis temas que num tom bem lento, por vezes quase funéreo, bem pesado e com uma voz melódica mas poderosa, capaz de ombrear com bandas como os Memory Garden, por exemplo.
Desde o tema de abertura, "Charles Taze Russell", passando pelo mais dissonante "Noah's Hands" até finalizar com "Drunk With Woormwood", os níveis de qualidade encontram-se sempre num patamar de boa qualidade, não havendo muitos momentos aborrecidos nestes 45 minutos de duração do álbum, com ambientes soturnos bem conseguidos tanto com os instrumentos costumeiros ou com o piano aliado à voz de Thomas Eriksson, no início do tema final.
Por último, destaque-se o trabalho de bateria, simples mas muito homogéneo, com uma enorme capacidade de encaixe de todo o som da banda sob a sua toada lenta e vigorosa.
Sem grandes novidades, bebendo da cartilha de grupos como Candlemass ou The Gates Of Slumber, estes Griftegard acabam por ser interessantes, mas espera-se por algo que tenha aquela centelha que os possa catapultar para outro nível. (14/20)

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Bloody Panda - Summon (2009)


Aviso: os Bloody Panda tocam sludge/drone/doom e este álbum começou a dar-me cabo dos nervos. Foi preciso ouvi-lo, pelos menos, uma boa meia dúzia de vezes para que algo começasse a ser interiorizado.
Tal como em "Pheromone", a base musical é, no mínimo, desconcertante; a ausência de melodias ou a presença de quase-melodias, misturadas com uma voz que tanto entoa qualquer coisa em tom suave como de seguida explode em gritos animalescos, tal como se lhe arrancassem a frio alguma parte do corpo, a par de uma total inexistência de estrutura de canção, faz  com que este tenha sido, para mim, um dos trabalhos mais difíceis de ouvir e perceber nos últimos anos. E o exemplo perfeito disso é o longo tema de 21 minutos, "Miserere", em que estas vertentes se encontram explanadas até à exaustão a que acresce uns blasts que desembocam no mais profundo doom/drone onde a voz de Yoshiko Ohara deambula, preparando-se para nos atingir com mais um rol de  urros (que podem bem fazer corar alguns vocalistas de death e black metal) na parte final do tema.
Aviso: os Bloody Panda podem causar danos irreversíveis. Ouvir com moderação. (10/20)

Site: http://www.bloodypanda.com/

Myspace: http://www.myspace.com/bpanda

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Black Cobra - Chronomega (2009)


Dois anos após o lançamento de "Feather And Stone", o duo de S. Francisco composto por Jason Landrian (voz e guitarra) e Rafael Martinez (bateria) regressa aos discos com este "Chronomega", o primeiro para a Southern Lord.
Quem já estabeleceu contacto com este projecto, saberá que os 9 temas que compõem este trabalho, estão carregados de sludge, com um pouco de doom e muita energia punk à mistura, onde cada segundo é efervescente, carregado de imediatismo, como se a raiva expelida contribuisse para o apocalipse. Portanto, não estaremos perante grandes surpresas neste campo. Elas surgem, principalmente, na parte da composição e execução dos temas, onde os Black Cobra se mostram mais maduros e ecléticos, como será o caso de "Catalyst", onde se condensa a fórmula usada por estes senhores mas de uma forma mais refinada, embora cada riff nos seja atirado como se não houvesse amanhã.
Apesar de não ser tão imediato como "Bestial", os Black Cobra encontram-se em muito boa forma e recomendam-se. Veja-se pela lista de concertos agendados até ao final do ano. (15/20)

Site: http://blackcobra.net/

Myspace: http://www.myspace.com/blackcobra

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Lord Azmo - Cracked Scenes Of Reality (2009)


Jordânia. Após o término do projecto Lost Lust, mais vocacionado para o black metal, o seu mentor Ammar Jaber, encarna o alter-ego Lord Azmo e envereda pelo Melodic Doom Metal, resultando neste "Cracked Scenes Of Reality".
Fazendo jus ao termo doom, durante os 9 temas reina a melancolia, o desepero, a auto-comiseração em andamentos, geralmente, lentos, onde se mistura o eléctrico e o acústico a par da voz abafada e atormentada de Ammar.
Em alguns momentos, são explanadas boas ideias, mas a produção sofrível faz com que as músicas, talvez, não consigam atingir a sua plenitude e nos façam torcer um pouco o nariz a meio do alinhamento, arrastando-se até ao final.
Espera-se, portanto, algo mais, apesar de ser meritório todo o trabalho levado a cabo e este ser um trabalho em edição de autor. (12/20)

Site: http://lordazmo.jimdo.com/

Myspace: http://www.myspace.com/lordazmo

OM - God Is Good (2009)


A história dos Om estará, indelevelmente, associada aos Sleep. E quando Al Cisneros e Chris Hakius surgiram em 2003 com este projecto, não negaram o seu passado, continuando a carregar na música que faziam todo o legado que já vinha da década passada.
No entanto, no início de 2008, Hakius deixou a banda e muito boa gente vaticinou o final; mas, para o seu lugar, entrou Emil Amos, dos Grails, e eis que surge o primeiro rebento desta colaboração, "God Is Good".
Grande parte deste trabalho centra-se em torno do tema de abertura, "Thebes", um longo opus de 19 minutos que, logo nos primeiros segundos nos quer mostrar sinais de mudança: a exploração mais afincada da vertente experimental através da inclusão de uma tambura, instrumento de cordas indiano, que depois se imiscui com o baixo e voz de Cisneros já característicos e com uma percussão mais dinâmica de Amos. 
O segundo tema, "Meditation Is The Practice Of Death", resulta num exercício mais na linha de uns Om mais "old shool" (se é que é possível utilizar aqui este termo), mas que encerra com um inesperado "solo" de flauta, demonstrando que as surpresas podem acontecer a qualquer momento até ao final do álbum. E, estas, realmente prolongam-se pelos dois últimos temas, "Cremation Ghat I" e "Cremation Ghat II", instrumentais que, no fundo, se fundem num só. Aqui, Amos dá mais azo à sua plural forma de abordar a percussão e reaparece a tambura nos minutos finais em jeito de fecho de ciclo.
Este quarto álbum dos Om poderá reflectir uma inversão no trajecto trilhado até aqui, com a inclusão de novos elementos e abordagens musicais. De facto, apesar de incialmente serem um pouco estranhas, após algumas audições revelam-se uma superior mais-valia para o projecto.
E diga-se, em abono da verdade: gravar sempre o "Conference Of Birds" seria porreiro, mas acabaria por enjoar. (15/20)

Site: http://www.omvibratory.com/ 

Myspace: http://www.myspace.com/variationsontheme 

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Wretched - Dark Ambience EP (2009)

Os Wretched já não existem como banda. A sua dissolução ocorreu após o falecimento do vocalista Jon Blank, vítima de overdose, em Maio último. Assim, este "Dark Ambience" é uma obra póstuma que testemunha as últimas gravações de Blank, após a reunião da banda em 2003.

Nos 3 temas aqui presentes, continuamos a ter um heavy/doom metal, onde se notam bem as influências de St. Vitus, Obssessed e Trouble, por exemplo.
Antes da primeira separação, em 1996, lançaram 3 álbuns através da Hellhound Records e, já aí, o seu som assemelhava-se ao que nos apresentam hoje.
Para quem já conhecia este quarteto, não haverá grandes novidades; para quem estabelecer o seu primeiro contacto, até poderá ter uma agradável surpresa. (13/20)

English:
The Wretched no longer exist as a band. Its dissolution came after the death of lead singer Jon Blank, victim of a drug overdose last May. Thus, this "Dark Ambience" is a posthumous work that testifies to the latest recordings Blank, after meeting the band in 2003.
In these three songs included in this EP, we still have a heavy/doom metal band, in good form, and note where the influences of St. Vitus, Trouble and The Obssessed, for example, are very present.
Before the first separation in 1996, they released three albums by Hellhound Records and since then, their sound akin to what we have today.
For those who already knew this quartet, there will be big news, for those who establish their first contact until you have a pleasant surprise. (13/20)

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

S:t Erik - From Under The Tarn (2009)

Ao fim dos primeiros segundos de "Goddess", pensei que estava perante uma cópia dos High On Fire, mas com a passagem dos minutos o cenário mudou. Não é que a base sludge/doom tenha mudado, não é nada disso; a boa surpresa é a inclusão de sintetizadores que emanam sons muito à la space rock, conferindo a estes 5 temas alguma frescura no meio de tanta aridez.
Com o início de "The Search", parece que estamos a ouvir outra banda tal o contraste, durante os primeiros 4 minutos, com a faixa referida no início do texto. Aliás, este segundo tema e o que encerra o álbum, "Swan Song", são os que resultam melhor, não por serem os mais longos, mas porque fundem todos os elementos que fizeram parte deste debut em doses equilibradas, não havendo atropelos estilísticos nem a necessidade de mostrar essas fusões a todo o momento. Estas quase jams, relaxadas, fluentes, permitem verificar que os horizontes destes suecos (é verdade, já é o terceiro caso este mês!) estão bem abertos. Basta olhar para a capa. (15/20)