segunda-feira, 17 de maio de 2010
sábado, 15 de maio de 2010
Ea - Au Elial (2010)
Há cerca de três anos e meio esta entidade que se revela pelo nome de Ea surgiu de forma enigmática, não só pela sua abordagem minimal do mercado restringida somente ao plano musical, mas igualmente por todo o conceito que abraçou, baseado, segundo as informações disponibilizadas, em textos sagrados de antigas civilizações e usando uma linguagem reconstruída a partir de estudos arqueológicos e paleográficos.
De facto, a estreia criou o seu frissom na cena e obteve boas críticas, de forma generalizada. No ano passado, foi lançado o segundo registo e, agora, chega-nos o derradeiro volume desta trilogia, toda ela lançada via Solitude Productions.
O que podemos depreender depois de ouvir estes 52 minutos de Funeral Doom/Ambient, é que este registo se aproxima de cenários menos negros e claustrofóbicos que os seus predecessores - se bem que em "II", já se notassem algumas diferenças -, buscando refúgio em momentos ambientais, contemplativos - ou serão antes catatónicos? -, onde as teclas passam a ter um papel mais importante, servindo de base às composições sobre as quais se explanam as linhas de guitarras, sempre lancinantes, e um registo vocal profundo, gutural e doloroso. "Taela Mu" revela isso mesmo, uma fuga dos cenários mais áridos e agrestes de "Ea Taesse" e o encontro, ou a procura, de algo mais cândido; será que das paisagens bem negras da estreia, estaremos a chegar a composições evocativas de luz e de vida? A própria capa do trabalho não será uma alegoria a isso mesmo? Bem, parece que o enigma vai continuar; e que prossiga com os níveis de qualidade a que nos vem habituando. (13/20)
Editora: http://solitude-prod.com/index.html
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The Foreshadowing - Oionos (2010)
Três anos após "Days Of Nothing", os italianos The Foreshadowing estão de regresso aos lançamentos discográficos. São onze temas de Doom Metal bem melódico, ainda com algumas piscadelas de olho a elementos goth, bem ao estilo do que já nos tinham apresentado na estreia, mas que neste registo encontram-se bem mais trabalhadas e desenvolvidas.
A voz de Marco Benevento está mais grave e sentida e as estruturas musicais são mais ecléticas e, ao mesmo tempo, parecem-nos mais desenvoltas, acabando por tornar este álbum bem mais apetecível que o anterior.
Girando em torno do conceito primordial do Apocalipse, "Oionos", resulta como a banda sonora perfeita para o relato dramático, lúgubre e atormentado de campos desolados pela morte e devastação, pintados em cenários cinzentos com o céu a desabar sobre a última réstia de vida terrestre. Coincidência ou não, vemos uns The Foreshadowing mais pesados, densos e obscuros, fechando-se sobre o registo quase unidimensional de Benevento, perfeito profeta da desgraça, mas sempre com a preocupação de conjugar nas doses apropriadas a melodia e o peso nas suas composições. Apesar de "The Dawning" ser um bom tema inicial, é com "Outsiders" que nos apercebemos da nítida evolução que a banda sofreu e que culmina nas sequentes "Fallen Reign", "Lost Humanity" e, na genial, "Survivors Sleep", onde somente com a presença da voz e do piano se obteve um resultado bem negro em comparação com as restantes músicas.
A cover de "Russians", não vem acrescentar nada a este trabalho, sendo até dispensável, num trabalho que quase não sofre mácula e esperamos que a mensagem de Apocalipse 3, 11 se cumpra, porque este deixou-nos com água na boca. (17/20)
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sexta-feira, 14 de maio de 2010
Doomdogs - Doomdogs (2010)
Gotemburgo. Possivelmente, algumas pessoas ao lerem este nome começarão, imediatamente, a salivar de entusiasmo devido ao incrível número de bandas com muita qualidade que, com a passagem dos anos, criaram uma cena de características próprias enquadradas no Melodic Death Metal.
Apesar disso, não é só de melo-death que vive esta metrópole sueca e a prova disso mesmo são estes Doomdogs. Álbum de estreia, com seis temas de Doom/Stoner carregadinhos de groove, directos, sem grandes contemplações. Grandes malhas de guitarra, bem puxadas à frente, que nos deixam impressionados, dispersas pelos 45 minutos de duração deste registo e refrões orelhudos e cativantes que nos ficam a ribombar na cabeça durante muito tempo ("Fight The Greed" e "Dogs Of Doom", são temas portentosos do início ao fim), fazendo-nos ouvir incessantemente este trabalho que, apesar de não trazer grandes novidades, soube condensar - se é que se pode utilizar este termo para músicas de oito minutos -, tudo o que de bom se poderia pedir num disco deste género. A voz de Tomas Eriksson, encaixa-se na perfeição no meio desta torrente de peso e groove, onde mandam as guitarras, mas onde também podemos ouvir um baixo bem pulsante e uma bateria sólida como aço.
Não poderíamos deixar de referir que o artwork que acompanha a rodela é, igualmente, de muito bom gosto.
Agora, resta esperar que alguém os consiga trazer aqui ao burgo para podermos testemunhar, in loco, do poder destas composições, porque se assim for, onde pararem, vai haver muito rock e muita cerveja a rolar. (16/20)
Myspace: http://www.myspace.com/doomdogs
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quarta-feira, 12 de maio de 2010
Garden Of Worm - Garden Of Worm (2010)

Ao fim de sete anos de existência, os finlandeses Garden Of Worm chegam ao tão almejado disco de estreia, homónimo, embora tenham já lançado duas demos, dois EPs e um split ao longo da sua curta carreira.
E o que este trio nos traz é um punhado de temas que tresandam a Reverend Bizarre por todos os poros, tanto ao nível da melodia como igualmente no timbre vocal de SJ. Harju, mas os Witchcraft também pairam no ar. Ora bem, levanta-se, então, a questão: estamos perante uma cópia descarada? Se tivermos em linha de conta somente os dados apresentados, seria possível "rotulá-los" como cópia. No entanto, apesar de não terem vergonha nenhuma de assumirem as suas influências, marcam este trabalho com alguns traços de personalidade própria, imprimindo aos temas uma vertente de cariz progressiva como se pode ouvir, a espaços, em "The Black Clouds" e "Psychic Wolves", bem como algumas incursões mais melódicas, que lhes pode augurar algo mais e almejarem um lugar nos anais da história do Metal.
Um senão que se regista é ao nível da estrutura do alinhamento das músicas; "The Ceremony" termina de forma bastante abrupta e é seguida, no terceiro tema, por um acústico instrumental, "Rays From Heaven". Estas duas situações logo no início do álbum quebram ritmos e se o alinhamento fosse um pouco diferente, atirando o referido instrumental para a sua segunda parte, encaixaria melhor. (13/20)
Myspace: http://www.myspace.com/gardenofworm
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terça-feira, 4 de maio de 2010
Ab Reo Dicere (04-05-2010)

Duskburn - Duskburn EP (2010)
Estes croatas ainda parece que andam há procura do estilo em que melhor se encaixam. Com um início de carreira (?) vinculado ao Death Metal, vemo-los nestes últimos tempos numa abordagem ao Sludge, onde os nomes dos Crowbar e Neurosis saltam logo para a primeira linha de influências deste quarteto.
Com uma intro que nos remete para longitudes orientais, e que deixava-nos com algumas boas expectativas face a este registo, somos depois confrontados com três temas que em nada se ligam ao inicial, ou seja, sludge puro, duro e lento, com boas malhas, mas que acabam por soar a datado. No final, temos, igualmente, um longo tema escondido, que mostra mais uma vez a inconstância estilística da banda, para além de ser bem dispensável.
Quem quiser conferir, pode fazer o download no myspace da banda. (8/20)
Black Shape Of Nexus/Kodiak - Split (2010)
Já desde 2008 que não tínhamos novidades dos Black Shape Of Nexus, ou seja, desde "Microbarome Meetings", o segundo álbum deste projecto. No entanto, o tema incluído neste split não vai defraudar as expectativas de ninguém, porque o Drone/Doom destes alemães continua de boa saúde e a recomendar-se. Os 22 minutos de "VIIIe", contém todos os ingredientes que nos habituaram, sem acrescentarem grandes novidades. Para ouvir e degustar. (12/20)
Por sua vez, os Kodiak, que ainda nos presentearam, recentemente, com um split em conjunto com os Nadja, e ainda meios atordoados pela bomba que foi "MCCCXLIX The Risisng End", conduzem-nos, novamente, para a fustigação mental com mais dois exercícios de Drone/Doom extremo que nos levam a crer que a banda de Gelsenkirchen está num óptimo momento de inspiração e de trabalho. O tema aqui apresentado, "Town Of Machine", dividido em dois momentos, é bem esse reflexo, elevando este power trio a um assinalável estatuto dentro destes abalos musicais. (14/20)
Myspace: http://www.myspace.com/kodiakdoom
Mookerdam - Impenitence EP (2010)
Este foi o primeiro contacto com o som desta banda californiana e, diga-se, que o impacto foi forte, ou melhor, não é possível ficar indiferente a este Sludge/Doom de características extremas. De facto, antes deste EP já tinham lançado em 2008 o álbum "Shadows Of Mokerdam".
Ao longo destes quatro temas, temos muito peso, muita brutalidade, com alguns segundos de ligeira acalmia, de vez em quando, um som muito cru, verdadeiramente undeground. "A False Prophet" e "The Black Freighter" serão um excelente espelho da incrível máquina de trituração, em lento movimento, que são estes Mookerdam, mas que mesmo assim conseguem fazer com que as suas composições tenham alguma qualidade e dinâmica, podendo criar algum frenesim nas hostes mais underground do movimento. (11/20)
Myspace: http://www.myspace.com/mookerdam
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sábado, 1 de maio de 2010
Black Sun Aeon - Routa (2010)
Segundo álbum deste projecto de Tuomas Saukkonen (Before The Dawn, entre outros), desta feita dividido em duas parte:s o primeiro, designado de "Talviaamu", oferece claras semelhanças com a estreia do ano passado, "Darkness Walks Beside Me", embora exista uma filtragem nítida na busca de melhorar e expôr as mais-valias aí registadas, às quais foi acrescentada uma envolvência de cariz mais gótico, onde se destaca uma maior profusão e aprimoramento do uso das teclas.
Ao longo destes sete temas, paira a melancolia (quando é possível, leia-se!), resultando num fiel prolongamento da obra já apresentada, sem grandes inovações ou riscos a serem tomados ao nível da composição (quanto às estruturas dos temas, Tuomas sempre fugiu ao modelo "convencional"), mas que soam bastante bem.
A segunda rodela, "Talviyö", evidencia já uma certa clivagem relativamente ao seu irmão de lançamento, embora busque ainda algumas nuances da estreia. Aqui, os temas estão muito mais virados para as guitarras, onde os riffs se apresentam com mais visibilidade e cadência, tornando-se mais áspero, esquecendo a candura e a melancolia, rodando mais em torno da esfera do death mais melódico e explorando um pouco mais a costela black ("River" talvez seja o melhor exemplo disso mesmo).
A terminar, somos brindados com um ponto de interrogação, "Apocalyptic Reveries", de seu nome, que acaba por juntar tudo o que se ouviu, primeiro com a dureza das guitarras e depois voltar à melancolia e alguma contemplação de "Talviaamu", com a sua simplicidade acústica, tornando este final inesperado e a dar-nos algumas voltas à cabeça.
"Routa" pode ser lido como o desenvolvimento das fórmulas de "Death Walks Beside Me", mas também poderá sugerir a busca de novos territórios musicais, em "Talviyö", onde se regista um afastamento da vertente doom. Será necessário esperar para ouvir as próximas propostas, mas até lá há muito neste trabalho que pode ser apreciado enquanto especulamos sobre o futuro deste projecto. (14/20)
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segunda-feira, 26 de abril de 2010
When The Deadbolt Breaks - The Last Day Of Sun (2010)
Com “A Million Miles Of Trouble Ahead”, fica dado o mote para o regresso às lides discográficas dos When The Deadbolt Breaks (WTDB); Sludge/Doom Metal para homens de barba rija é o que nos espera. Logo aí, nesses 5 minutos, condensam-se as influências de Black Cobra, Eyehategod e Neurosis, mestres musicais nas áreas em que se movimentam.
Após este frenesim inicial, as coisas começam a mudar, as águas tornam-se cada vez mais turvas e vemos uns WTDB bastante experimentais, buscando texturas mais ambientais, que poderiam ter sido criadas para um qualquer registo dos Isis, por exemplo, conjugando-as com as toadas mais arrastadas com que nos presenteando ao deste trabalho, “Just Before The Twilight, “In Their Blood” ou “Sprawled In Seamless Time” são excelentes provas disso mesmo, onde a longa duração destes temas, utilizando algumas linhas musicais até à exaustão, vai alternando com outros mais curtos e mais in your face, ouça-se “Hope, Love, Solitude, Suicide” e o tema de abertura, por exemplo, mantendo as coisas sempre num nível que nos vai agarrando durante a audição deste registo.
“The Last Day Of Sun” resulta num grande caldeirão de experiências sonoras, de busca de novos trilhos a explorar e a presença de vocalizações femininas, a espaços, no meio desta aridez sonora bem como a aproximação a terrenos que podem andar próximos do Funeral Doom, “As Flies For Flesh”, e a aposta em vocalizações características do Death Metal, em “Of Fallen Grace”, demonstram que os WTDB não têm nenhum problema em pisar terrenos pouco familiares e, ao mesmo tempo, atirar em várias direcções na busca da melhor solução para a junção ao seu Sludge/Doom.
Quatro anos após “In The Ruins, No Light Shall Shine”, estamos perante um álbum bastante ambicioso, que poderá marcar a evolução musical do conjunto do Connecticut e atirá-los para esferas de qualidade e reconhecimento, na linha das bandas anteriormente mencionadas. Assim os próximos trabalhos o confirmem. (15/20)
Após este frenesim inicial, as coisas começam a mudar, as águas tornam-se cada vez mais turvas e vemos uns WTDB bastante experimentais, buscando texturas mais ambientais, que poderiam ter sido criadas para um qualquer registo dos Isis, por exemplo, conjugando-as com as toadas mais arrastadas com que nos presenteando ao deste trabalho, “Just Before The Twilight, “In Their Blood” ou “Sprawled In Seamless Time” são excelentes provas disso mesmo, onde a longa duração destes temas, utilizando algumas linhas musicais até à exaustão, vai alternando com outros mais curtos e mais in your face, ouça-se “Hope, Love, Solitude, Suicide” e o tema de abertura, por exemplo, mantendo as coisas sempre num nível que nos vai agarrando durante a audição deste registo.
“The Last Day Of Sun” resulta num grande caldeirão de experiências sonoras, de busca de novos trilhos a explorar e a presença de vocalizações femininas, a espaços, no meio desta aridez sonora bem como a aproximação a terrenos que podem andar próximos do Funeral Doom, “As Flies For Flesh”, e a aposta em vocalizações características do Death Metal, em “Of Fallen Grace”, demonstram que os WTDB não têm nenhum problema em pisar terrenos pouco familiares e, ao mesmo tempo, atirar em várias direcções na busca da melhor solução para a junção ao seu Sludge/Doom.
Quatro anos após “In The Ruins, No Light Shall Shine”, estamos perante um álbum bastante ambicioso, que poderá marcar a evolução musical do conjunto do Connecticut e atirá-los para esferas de qualidade e reconhecimento, na linha das bandas anteriormente mencionadas. Assim os próximos trabalhos o confirmem. (15/20)
“The Last Day Of Sun” encontra-se disponível para download via Fuzztown Records.
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sexta-feira, 23 de abril de 2010
Hyleon - Another Day In Paradise (2010)
Nestas coisas da música, existem álbuns que nos conquistam à primeira, outros que vão crescendo à medida que lhes vamos dando mais algumas oportunidades e que, finalmente, acabam por se revelar, em alguns casos, bem interessantes e cativantes e, por último, temos os outros que não nos aquecem nem arrefecem.
Pois bem, este "Another Day In Paradise", o segundo álbum do projecto romeno Hyleon, liderado por Gabi "Cesar" Orbulescu, pode bem andar a candidatar-se a esta última categoria. A mistura de Doom, Black e Gothic, apesar de não constituir nenhuma novidade ainda poderia trazer algumas boas surpresas, mas não é o que se verifica por estes lados; aqui, recolhem-se apenas alguns bons riffs de guitarra e dois temas que fogem, de certa forma, à monotonia que reina nestes 40 minutos de duração do álbum, que são "Why" e "Depression", colocados a meio do registo, levando-nos a esperar uma segunda parte mais ambiciosa e agradável, o que, infelizmente, não se irá obter...
Voltamos a cair em temas que não são capazes de nos agarrar à audição, sem capacidade de nos fazer bater o pé ao ritmo, lento, dos temas ou trautear algo que ali se encontre; ritmos muito iguais, guitarras sempre nas mesmas tonalidades, tudo muito em piloto automático. Aqui, também se inclui a cover de "Brighter Than The Sun", dos Tiamat.
Para primeiro contacto com este projecto, parece-nos que não haverá muito por onde pegar, mas esperamos por surpresas. (8/20)
Site: http://www.hyleon.com/
Myspace: http://www.myspace.com/hyleon
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segunda-feira, 19 de abril de 2010
Ab Reo Dicere (19-04-2010)
Sloath - Sloath (2010)
Trabalho de estreia para estes britânicos, praticantes de um Doom/Sludge/Ambient muito certinho e bem executado. Os 3 temas que aqui se encontram são instrumentais e bastante longos (todos acima dos 10 minutos), com momentos de beleza e contemplação que contrastam com a rudeza e aridez que caracterizam muitos dos trabalhos de Sludge.
Apesar de estarmos perante um trabalho que poderemos dizer como politicamente correcto, estes Sloath não trazem nenhuma centelha de inovação ou originalidade a um meio que já se encontra repleto de propostas no género. Apesar de "Cane Trader" até ser uma boa proposta, não deixa de soar a algo datado. (8/20)
Myspace: http://www.myspace.com/sloathrock
Sardonis - Sardonis (2010)
Depois do lançamento do EP de estreia, em 2008, ficou uma certa curiosidade relativamente ao que este duo belga poderia fazer no futuro. É certo que os ingredientes básicos já estavam encontrados (Doom/Stoner/Sludge), restava saber se saberiam dar a volta ao texto, de forma a não repetirem a dose, pela negativa, está claro. Assim, após a escuta deste álbum, não é possível dizer claramente sim ou não, ou seja, há uma notória vontade de deixar o ninho, mas o medo da queda por vezes prevalece, já para não falar da inclusão dos dois primeiros temas do EP neste trabalho.
Acaba por ser um registo mediano, onde a espaços se destaca um ou outro tema ("March Of The Masses" e "The Wolf's Lair", são os mais evidentes), mas acaba por não se revelar tão cativante como se poderia julgar. (11/20)
Myspace: http://www.myspace.com/sardonis666
Josué, O Salvador/Profan - Split (2010)
Dois projectos portugueses que poderemos classificar de sui generis. Quem tem acompanhado as suas andanças, sabe bem do que estamos a falar e da evolução que têm sofrido.
Estas bandas presenteiam-nos com dois longos temas, demonstrando que continuam a puxar um bocado os limites dos terrenos em que se movimentam e não receiam isso mesmo. No entanto, estes splits também poderão ter esse condão de conterem temas que marcam evoluções ou clivagens na linha artística da(s) banda(s).
Aqui, estamos perante a primeira situação e não deixa de ser engraçado ver os Josué a apostar numa atitude bem mais rockeira, enquanto que os Profan exploram com mais afinco texturas no âmbito do drone. 40 minutos bem empregues, mais uma vez com bandas nacionais. (13/20)
quinta-feira, 15 de abril de 2010
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Temple Of Doom Metal/Solitude Productions - Parceria de divulgação
É com enorme satisfação que o Temple Of Doom Metal anuncia o estabelecimento de uma parceria de divulgação com uma das principais e maiores editoras europeias ligadas ao Doom Metal: a russa Solitude Productions.
Desta forma, a partir de agora irão surgir mais algumas mensagens ligadas a esta editora, bem como a divulgação/review de mais projectos a ela ligados.
Deixamos, para já, as primeiras actividades para 2010.
Out Now:
Ea – Au Ellai (funeral doom) (Review brevemente)
Helevorn – Forthcoming Displeasures (dark metal) (Review já efectuada)
Wedding In Hades – Elements Of Disorder (gothic metal / doom death) (Review brevemente)
On The Edge Of The NetherRealm – Different Realms (gothic doom death) (Review brevemente)
Re123+ – Magi (drone doom / post rock) (Review brevemente)
Coming soon:
The Howling Void - Shadows Over The Cosmos (symphonic funeral doom)
Ophis - Withered Shades (doom death)
The Sullen Route - Madness Of My Own Design (death doom)
As Light Dies - Ars Subtilior From Within The Cage (progressive dark / death metal)
Mournful Gust - She's My Grief… Decade (gothic doom death)
Fading Waves / Starchitect - Split CD (post metal)
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Ab Reo Dicere (09-04-2010)
Age Of Taurus - In The Days Of The Taurean Empire - 2010 (demo)
Estes Age Of Taurus chegam-nos de Inglaterra, mais precisamente de Londres e mostram-se ao mundo com esta sua primeira demo. O duo que constitui este projecto, Toby Wright e Sam Thredder, exibe um conjunto de 4 temas que balançam entre o Heavy e o Doom Metal, levando a espaços, umas pinceladas de Prog.
Directos e concisos, com temas bem estruturados e malhas cativantes, como são os casos de "Unborn Destroyer" e "Barren", poderemos estar perante um caso que tenha de ser levado bem a sério, se os próximos lançamentos confirmarem o potencial e a qualidade que emerge neste registo.
Quem sabe se não serão a next big thing vinda de terras de Sua Majestade!! (13/20)
Myspace: http://www.myspace.com/ageoftaurus
Szeol - Demo 2010
A Polónia será, talvez, um dos países europeus que terá maior número de bandas de metal (em proporção relativamente à sua população, leia-se), embora não sejam assim tantas as que conseguiram atingir um nível de exposição e aceitação massiva. Não é neste restrito grupo, por ora, que podemos integrar os Szeol, praticantes de um Post-rock/Sludge que ao longo dos 20 minutos de duração desta demo não traz nada de muito interessante, a não ser utilizarem a sua língua natal num esquema gizado para anglo-saxónico.
O que aqui temos, outros fazem-no com mais capacidade e qualidade, mas estamos sempre dispostos a boas surpresas no futuro. Este registo foi disponibilizado pela banda na sua página myspace. (9/20)
Myspace: http://www.myspace.com/szeol
Severed Hand - Pandemonium 2010 (demo)
Os Severed Hand lançaram, também, a sua demo de estreia. Doom/Death Metal com vocalizações em russo ao longo dos 3 temas disponibilizados. Apresentam uma grande energia, com algumas variações rítmicas (apesar do abuso no pedal-duplo sempre na mesma cadência) e com as guitarras em bom plano; no entanto, estes temas acabam por ser um pouco iguais entre si, parecendo que estamos a ouvir a mesma música só que dividida em 3 actos, o que gera uma certa monotonia ao longo dos 14 minutos de duração.
Esperamos que, no futuro, outras ideias sejam introduzidas de modo a que o seu repertório suba em qualidade e ganhem o seu espaço na música extrema. (9/20)
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Cathedral - The Guessing Game (2010)
Rara será a banda que não tenha sofrido na pele as irregularidades da sua carreira e os Cathedral são um bom exemplo disso mesmo. Após um começo fulgurante entre 1990 e 1993, deixaram-se envolver pelas toadas mais stonerizadas, então muito em voga, que em nada favoreceu o seu som característico e a voz atormentada de Lee Dorrian, motivando críticas pelos fãs mais acérrimos O reencontro com as linhas iniciais deu-se na fase "VIIth Coming"/"The Garden Of Unhearthly Delights", mas eis que a banda resolve remeter-se ao silêncio após a tour de suporte a "The Garden..." e notícias substanciais surgem somente em adiantado 2008. E eis que chegados a 2010, temos entre mãos este álbum-duplo.
Após uma primeira audição, apetece dizer que Dorrian & Co. resolveram ouvir todos os seus discos de Prog e Psychedelic dos anos 70 e condensá-los nestes 84 minutos de duração deste novo registo. Resultado: levantar o sobrolho, em jeito de desconfiança. No entanto, após algumas sucessivas audições, vemos que todos os elementos que têm vindo a fazer parte do som destes ingleses estão lá, mais diluídos, é certo, principalmente no primeiro cd, onde existe uma maior preponderância para a inclusão de sons mais estranhos e à realizarção de algumas experimentações (ouça-se "The Guessing Game" ou "Funeral Of Dreams, por exemplo). Na segunda rodela, a costela mais «ortodoxa» está bem patente, com um Stoner/Doom mais directo, sem grandes floreados ("The Casket Chasers" e "Requiem For The Voiceless") e que nos colocam a bater o pé, porque boas malhas e bons ritmos não faltam por aqui.
Uma coisa é certa, os Cathedral de 2010 são muito diferentes dos que surgiram em finais da década de 80 e parece que esse passado se encontra enterrado, apesar de que este registo acaba por ser uma espécie de «baralha e volta a dar» a que acrescentam uns pózinhos de Prog e Psychedelic, numa atitude declaradamente retro. Agora, resta ter a possibilidade de saborear estes temas ao vivo e esperar que o jogo não acabe por aqui. (14/20)
Myspace: http://www.myspace.com/cathedral
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sexta-feira, 2 de abril de 2010
Centurions Ghost - Blessed & Cursed In Equal Measure (2010)
Na história da música, por vezes de forma mais ou menos cíclica, discute-se muito as origens de um dado movimento ou de um estilo. No entanto, no caso específico do Sludge Metal as coisas não são tão «pantanosas» quanto isso. Toma-se como dado adquirido, e consensual, que é uma sonoridade americana, com as suas raízes no estado do Louisiana, berço de bandas como os Crowbar e os Eyehategod, pioneiros deste tipo de descargas metálicas (se não tivermos na equação os Melvins, está claro).
Casos houve, igualmente, de bandas que se colavam de tal forma às raízes dos géneros que não era fácil percepcionar a sua origem e as linhas que formavam a sua identidade sonora.
Ora bem, isto tudo parece-nos pertinente por causa do novo álbum dos Centurions Ghost, "Blessed & Cursed In Equal Measure". Primeiro: estamos perante uma grande dose de Sludge Metal com alguns arremedos de Doom. Segundo: apesar de serem originários de Londres, o seu som poderia bem passar por ser de mais uma banda proveniente de Nova Orleães que ninguém iria notar grande diferença. Pois bem, estamos, então, esclarecidos relativamente a uma série de elementos.
Relativamente à música, que é o que nos traz aqui realmente, "Blessed & Cursed..." é um álbum que sabe juntar todos os bons ingredientes dos Crowbar, Eyehategod e dos Iron Monkey (ah, estes são ingleses!...) e qualquer fá do género vai adorar as descargas de peso do quarteto, juntando este projecto à sua lista de preferidos. De facto, temos aqui bom sludge, bem poderoso, muito peso e algum caos contido, mas que corre o risco de não sobressair por entre os demais pelo simples facto de estar um pouco colado em demasia às raízes do movimento, não imprimindo grandes inovações, surpresas e, acima de tudo, algo que evidencie um grande cunho pessoal e os individualize.
Assim, o que podemos dizer é que estamos perante um aceitável trabalho, ao qual falta-lhe qualquer coisa de próprio. (12/20)
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