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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Doom10+ - Luis Fazendeiro (Painted Black)

No início deste novo ano de 2012, decidimos resgatar uma rubrica na qual tinham voz outros que não os frateres e sorores deste blogue. Muito por culpa nossa, Doom10+ esteve no limbo e perdeu-se, talvez, um dos melhores momentos de abertura que este espaço tinha criado nos finais de 2009. Dispostos a apostar, novamente e de forma decidida nesta vox populi, aqui fica o primeiro contributo deste ano que agora principia. E nada melhor do que contar com as escolhas de Luis Fazendeiro, guitarrista, fundador e principal compositor dos Painted Black.



1. SATURNUS "Paradise Belongs to You" (1996)

Um dos álbums que mais me marcou foi sem dúvida a estreia em disco dos Saturnus. Ainda numa altura em que o tape trading se fazia em massa, encontrei dois temas deste álbum numa cassete de um amigo e imediatamente algo fez click cá dentro. As músicas "Christ Goodbye" e "The Fall of Nakkiel" são para mim dois grandes clássicos e ainda hoje conseguem tocar-me como poucas músicas o fazem. Da descoberta até conseguir ouvir o álbum inteiro não tardou muito e hoje em dia está no meu top de discos favoritos.
 

2. ANATHEMA - "Pentecost III" (1995)

De toda a discografia de Anathema, e tendo em conta que a última fase deles se afasta por completo da sonoridade mais Doom, este é o meu disco favorito. Os temas "Kingdom" e "We, The Gods" estão entre os meus predilectos de sempre e só por este motivo merece estar no meu top 3.


3. LACRIMAS PROFUNDERE - "Memorandum" (1999)

Os puristas que me perdoem, mas tinha que referir este disco! Numa fase em que os Lacrimas Profundere ainda não exploravam o sad rock com laivos góticos, eram uma das bandas mais refrescantes para os meus ouvidos e este "Memorandum" é um disco que me influenciou muito a nível musical. Do Doom, ao Folk, passando até por breves instantes por paisagens Black Metal e com um ambiente melancólico sempre presente, é sem dúvida um disco que bebe de muitos estilos mas combina-os de forma muito natural. Um álbum que rodou durante muitos meses seguidos no meu leitor de cassetes!


4. MY DYING BRIDE "The Angel And The Dark River" (1995) / "The Light At The End of The World" (1999)

5. CRYPTAL DARKNESS "Chapter II - The Fallen" (2001)

6. THE ETERNAL "Sleep of Reason" (2005)

7. TYPE O NEGATIVE "World Coming Down" (1999)

8. [BEFORE THE RAIN] "Frail" (2011)

9. VIRGIN BLACK "Requiem - Mezzo Forte" (2007)

10. MORGION "Solinari" (1999)

sábado, 22 de maio de 2010

Doom10+ - Maio 2010

Após alguns meses de interregno, eis que regressa a rubrica Doom10+ a este espaço.
Para este mês, contactámos o administrador do blog The Bronze Age, João Bronze, que acedeu ao nosso convite e confidenciou-nos por quais trabalhos o seu coração mais bate.
Já agora, para se manterem bem informados relativamente às novidades no mundo do Metal, visitem: http://www.thebr11age.com/



1. CANDLEMASS "Nightfall" (1987)

Caso tivesse de me desfazer de toda a colecção ficando apenas com um exemplar, este seria o disco escolhido. É certo que "Epicus Doomicus Metallicus" e os dois álbuns que se seguiram estão repletos de excelentes passagens mas foi em "Nightfall" que a banda sueca atingiu o patamar da excelência, resultando de uma profunda remodelação efectuada no line-up, num conjunto onde a complementaridade entre todos os seus elementos se revelou a chave para atingir, de forma épica e majestosa, um resultado que perdurará no tempo como um dos mais brilhantes registos do Doom Metal.
Leif Edling comanda uma sessão rítmica avassaladora, enquanto a dupla Lars Johansson e Mats Björkman nos oferece um desempenho fascinante, uma descarga de riffs bem na linha mais clássica, com passagens tão melódicas quanto poderosas. Mas é a voz e a presença de Messiah Marcolin que lhes trás o carisma que os outros vocalistas nunca possuíram. Até se pode discordar relativamente à qualidade de cada um mas nunca alguém ousou sequer se aproximar dos registos operáticos do Monge.
E se o primeiro álbum possuía temas como o fabuloso "Solitude", esta saga oferece-nos hinos fantásticos como "The Well of Souls", "At the Gallows End", "Bewitched" e o sublime "Samarithan"... só para não mencionar o disco na integra.



2. BLACK SABBATH "Black Sabbath" (1970)

Se dissermos que bandas como Polka Tulk ou Earth percorreram o circuito de bares de Birmingham nos finais dos anos 60, destilando enérgicas misturas de Rock’n’Blues, muitos poderão não perceber qual a importância histórica de tal facto. Mas, se esses 4 amigos de escola se chamarem Tony Iommi, Bill Ward, Geezer Butler e Ozzy Osbourne e adoptarem a partir daí o nome Black Sabbath, suportando torrentes de misticismo e tendências para as causas sobrenaturais, estão desde logo fica justificada a razão desta referência como um dos discos obrigatórios em qualquer tabela que se preze?
Gravado em 1969, o álbum homónimo alcança o Top 10 britânico evidenciando-se quer pelo som pesado quer pelas temáticas mais obscuras, vindo a tornar-se num dos trabalhos mais influentes e inovadores da história da música extrema. Para a posteridade ficarão as exímias, inigualáveis e hipnóticas linhas de guitarra debitadas por Iommi, a característica e diabólica voz de Ozzy e uma compassada e arrastada sessão rítmica, de fazer cortar a respiração e impor um estilo muito próprio.

"What is this that stands before me?
Figure in black which points at me
Turn 'round quick, and start to run
Find out I'm the chosen one
Oh no!

Big black shape with eyes of fire
Telling people their desire
Satan's sitting there, he's smiling
Watch those flames get higher and higher
Oh no, no, please God help me!

Is it the end, my friend?
Satan's coming 'round the bend ?
people running 'cause they're scared ?
Yes people better go and beware! ?
No, no, please, no!??"

Ainda hoje, quase todos não passam de clones banais.



3. CATHEDRAL "Forest Of Equilibrium" (1991)

Recuando cerca de 2 décadas e pegando em algo que escrevi nessa altura, parece-me ser esta a melhor forma de expressar o que senti ao pegar nesta jóia em 1991. Aí vai, portanto, algo bem naïf e desconexo, apenas com umas pequenas correcções pontuais:
"Uma intro e um outro separam as 5 longuíssimas e arrastadas faixas deste disco de estreia da banda britânica formada por Lee Dorian, um ex-elemento dos Napalm Death.
Qualquer semelhança entre as duas bandas é pura coincidência uma vez que sendo uns actualmente um dos grupos mais acelerados do mundo, ironicamente os Cathedral assumem-se como um dos mais vagarosos, abafados e Doom de que há memória.
Desenvolvendo os seus temas à volta de um baixo marcante e compassado, apresentam-nos um registo Doom/Death bastante original e excêntrico, o qual não deixa de ser pesado, esmagando os ouvintes menos habituados contra o solo. Influências de temas antigos dos Black Sabbath com o psicadelismo dos anos 70'como que somos confrontados por um grupo de zombies com 4 séculos de existência."

4. MY DYING BRIDE "The Angel And The Dark River" 1995
5. SAINT VITUS "Born Too Late" 1986
6. SOLITUDE AETURNUS "Beyond The Crimson Horizon" 1992
7. PENTAGRAM "Be Forewarned" 1994
8. TROUBLE "Psalm 9" 1984
9. ANATHEMA "Serenades" 1993
10. PARADISE LOST "Gothic" 1991

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Doom 10+ - Janeiro 2010

Na continuidade da rubrica iniciada em Dezembro de 2009, onde algumas personalidades do mundo do metal nacional emitem as suas escolhas sobre os trabalhos de Doom Metal que mais os marcaram ao longo do seu trajecto musical e não só, retomamos, com um ligeiro atraso é certo, essa recolha de escolhas.
Durante o mês de Janeiro, fomos bater à porta de Francisco Dias, vocalista e fundador dos doomsters Dawnrider, que no ano passado lançaram o mui aclamado "Two". Para além da listagem onde distingue os seus 10+, presenteou o Temple Of Doom Metal com os dez trabalhos mais relevantes da última década, bem como os que contribuíram para a criação do Doom Metal. É o que podemos chamar 3 em 1 e melhor início de ano para o Doom10+ seria muito difícil vaticinar.


  1. TROUBLE "Psalm 9" (1984)

2. CANDLEMASS "Epicus Doomicus Metallicus" (1986)
3. IRON MAN "The Passage" (1994)

4. THE OBSESSED "Incarnate" (comp. - 1999)
5. SAINT VITUS "Die Healing" (1995)
6. ELECTRIC WIZARD "Come My Fanatics..." (1997)
7. WITCHFINDER GENERAL "Death Penalty" (1982)
8. DEATH SS "The Story 1977-84" (comp. - 1987)
9. PAGAN ALTAR "Pagan Altar" (demo - 1982 - reeditada duas vezes)
10. ASYLUM "The Earth Is The Insane Asylum Of The Universe" (demo - 1985)


DOOM10+ New Millenium

1. SPIRIT CARAVAN "The Last Embrace" (comp. - 2003)

2. REVEREND BIZARRE "In The Rectory" (2002)
3. CATHEDRAL "The Garden Of Unearthly Delights" (2005)
4. EARTHRIDE "Vampire Circus" (2005)
5. PLACE OF SKULLS "Nailed" (2002)
6. GRAND MAGUS "Monument" (2003)
7. SPIRITUS MORTIS "Spiritus Mortis" (2004)
8. IRON MAN "I Have Returned" (2009)
9. FORSAKEN "After The Fall" (2009)
10. PENTAGRAM "Sub Basement" (2001)


DOOM 10+ Proto-Doom

1. BLACK SABBATH "Master Of Reality" (1971)

2. PENTAGRAM "First Daze Here" (comp. - 2002)
3. BLUE CHEER "Outsideinside" (1968)

4. RANDY HOLDEN "Population II" (1969)
5. JERUSALEM "Jerusalem" (1972)
6. JOSEFUS "Dead Man" (1970)
7. BANG "Bang" (1971)
8. CZAR "Czar" (1970)
9. HIGH TIDE "Sea Shanties" (1969)
10. TIGER B. SMITH "Tiger Rock" (1972)

Como devem calcular, muita coisa boa ficou de fora especialmente nos 2 primeiros tops. Pelos primeiros lugares dos tops, podem reparar que alguns dos discos da minha vida passam por Black Sabbath, Pentagram e pelo Doom Metal mais tradicional produzido nas decadas de 80 e 90 em Maryland/DC. No entanto, há uma tendencia mais europeia no top do novo milénio e especialmente no top do proto-Doom. Agora vão à procura dos discos, relaxem, ouçam e sejam surpreendidos!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Doom10+ - Dezembro

O Temple Of Doom Metal inicia, este mês, uma rúbrica - chamemos-lhe assim -, que irá permitir conhecer e dar a conhecer  alguns dos álbuns de eleição, dentro deste género, de alguns convidados que se encontram ligados à cena metálica nacional. Ao mesmo tempo, na senda de um certo dinamismo que se pretende neste espaço, esta constituirá uma forma do blog abrir-se à participação de mais pessoas, através destes contributos e dos comentários/discussões que daí surjam.
Com periodicidade mensal, uma personalidade irá elencar o seu top 10+ em relação a trabalhos de Doom e derivados e discorrer, em algumas linhas, sobre os seus 3 preferidos.
Poderá ser do gosto de novatos e veteranos.

Tem honras de abertura desta novel demanda o Paulo Figueiredo, administrador do blog de metal Event Horizon (http://www.eventhorizon-space.blogspot.com/)!!


1. My Dying Bride - «Turn Loose the Swans» (1993)




Falar do «Turn Loose the Swans» é falar no meu absoluto álbum preferido. Um disco que funciona como uma ponte entre o Doom-Metal clássico de uns Candlemass, Saint Vitus e Cathedral e o Doom Death-Metal que o triunvirato britânico da Peaceville formado por Paradise Lost, Anathema e My Dying Bride inventou. «Turn Loose the Swans» é um disco absolutamente perfeito que reúne um artwork soberbo, música sublime condimentada com um instrumento (violino) até aí nunca experimentado no Doom-Metal, conteúdo lírico a versar sobre morte, amor, sexo e religião, autoria do vocalista Aaron Stainthorpe, com uma profundidade poética também até aí nunca utilizada no Metal. «Turn Loose the Swans» é sinónimo de negro romantismo, raiva e absoluta depressão, sentimentos presentes em temas como «The Crown Of Sympathy», «The Snow In My Hand» e «Black God». E não é isto precisamente que o Doom-Metal representa?

2. Candlemass - «Epicus Doomicus Metallicus» (1986)



Proferir os Candlemass como os pais do Doom Metal pode ser uma decisão tão acertada quanto enganadora. Isto porque os suecos estão directamente ligados ao legado deixado pelos Black sabbath, Trouble ou Saint Vitus e por outro lado talvez não tenham sido tão bem sucedidos como os britânicos My Dying Bride, que por sua vez derivam o seu Doom para paisagens Death Metal e Góticas. Esta discussão daria "pano para mangas", mas aqui pretende-se falar deste colosso de música depressiva que é «Epicus Doomicus Metallicus». Os acordes inicias de «Solitude» são para quem os ouve inesquecíveis à primeira e os Candlemass apresentam-se ao mundo da melhor maneira possível com um hino que eu gostaria de ouvir no meu último suspiro de vida. Johan Langquist é ainda aqui o vocalista dos Candlemass, e apenas precisou de um único disco para deixar a sua marca indelével no Heavy-Metal. Principalmente em «Under The Oak» uma música soberba e em «A Sorcerer's Pledge» cujo assombroso final atira-nos para um vazio inqualificável que nos faz repetir a experiência fantástica que é «Epicus Doomicus Metallicus».

3. Black Sabbath - «Black Sabbath» (1970)


Previamente denominados por Earth, Ozzy Osbourne, Tommi Iommi, Geezer Butler e Bill Ward lançaram-se aos estúdios Trident em Londres e durante três dias gravaram e editaram por apenas 600 libras o seu homónimo e primeiro trabalho. Quando lançado, este ocupou rapidamente os primeiros lugares da tabela de vendas britânica ao lado de ilustres como Beatles, The Who ou Simon And Garfunkel. Nesta altura poucos utlilizavam as guitarras como eles, apenas Jimmy Hendrix, Led Zeppelin e poucos mais. O visual negro, as letras obscuras e a famosa cruz invertida do booklet do disco trouxeram algum protagonismo aos Black Sabbath exagerado pela editora da altura, a Vertigo, na tentativa de publicitar o quarteto da forma que mais convinha. Mas a música até falava mais alto...
A mística introdução com «Black Sabbath», os seus sinos e tempestade com Ozzy a proclamar "What is this that stands before me?" tornou-se numa frase marcante assinalando como que o inicio do Heavy-Metal. A diabólica passagem de «N.I.B»: "My name is Lucifer, please take my hand" tornou-se um va-de-retro para os puristas da altura que bradavam aos sete ventos que este estilo de música assumia uma postura satânica... de facto até era mais ou menos verdade! A apetência de Bill Ward para a prática de artes obscuras e o fascínio pelo "lado negro" ajudaram ao rótulo de satânicos para os Black Sabbath. Mais do que um excelente disco (ainda hoje!) Black Sabbath marca o inicio do Heavy-Metal, posteriormente do Doom-Metal e foi o primeiro de uma carreira plena de sucesso até ao abandono de Ozzy Osbourne.

4. Paradise Lost - «Gothic» (1990)
5. Cathedral - «Forest of Equilibrium» (1991)
6. Dolorian - «When All The Laughter Has Gone» (1999)
7. Saint Vitus - «Born Too Late» (1986)
8. Morgion - «Solinari» (1999)
9. Neurosis - «A Sun That Never Sets» (2001)
10. Mourning Beloveth - «A Disease For The Ages» (2006)