quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Bosque - Passage (2009)

É certo e sabido que o Funeral Doom (ou downtempo, como também se aplica nos dias que correm) é um dos mais extremos sub-géneros do espectro do Metal. E ao ouvir o álbum de estreia de Bosque, chegamos à conclusão que esse extremo ganha mais dimensão, na receita que DM verte ao longo dos 4 temas que compõem este "Passage".
Ritmos ultra-lentos, guitarras cortantes, lancinantes que acompanham uma voz destroçada acompanham-nos ao longo de quase 45 minutos extremamente densos e carregados de emoções. Sim, a palavra "extremo" pode muito bem ser aplicada aqui vezes sem fim, que a sua repetida utilização não conseguirá reproduzir o que "Erasure" ou "Candles" nos transmitem durante repetidas audições. A inclusão de linhas atmosféricas, bem presentes neste último tema, para além de nos deixar respirar um pouco, e só isso, consegue criar na nossa mente uma paisagem desoladora, estéril, ou seja, reforça todo o conceito de desprendimento que rodeia este lançamento.
Nesta torrente abrasiva que nos tolda os sentidos, surge-nos no pensamento que os Skepticism, Esoteric e os Mourning Beloveth terão uma quota parte de "culpa" na composição dos sons que ora são difundidos, antecedidos por duas demos e dois splits.
No entanto, apesar de toda esta catarse bem conseguida, surgem momentos que se tornam um pouco monótonos não só pelo teor repetitivo, mas também pela experiência extrema (lá está!) que se nos depara. São, pois, arestas que podem ser limadas, mas que não tolhem o resultado final de mais um projecto nacional. (13/20)

Raventale - Mortal Aspirations (2009)

Após ouvir este trabalho, interroguei-me se faria sentido escrever algumas linhas sobre ele; primeiro, porque vem no seguimento de trabalhos anteriores na linha de Black/Pagan Metal e, segundo, pelo anúncio de este ser uma viragem para sons mais melancólicos e atmosféricos, na linha do Black/Doom.
Pois bem, após os primeiros segundos de "The Fall Of The Mortal Aspirations", que poderiam ter sido escritos por Arjen Lucassen, deparámo-nos com uma descarga que de Black somente nos resta a voz de Athamas, dos Deferum Sacrum, enquanto que a parte instrumental recorre bastante a andamentos mais relacionados com o Doom, de facto, mas sempre enquadrados numa variedade estilística que irá fazer torcer o nariz aos fãs mais extremados de ambas as facções.
Aqui, Astaroth, o senhor por detrás dos Raventale, funde com muita clarividência e qualidade momentos goth/doom/black/death/thrash, mantendo os níveis de entusiasmo, durante a audição, bastante altos.
Quatro dos nove temas que compõem este "Mortal Aspirations" são interlúdios, curtos em relação aos outros temas; de entre estes, destaque para "Escape To The Stars" que espelha muito bem a diversidade que o álbum contém.
Mais uma vez, chamamos a atenção para o ano que agora finda, que se encontra bem recheado de bons trabalhos vindos do Leste da Europa (Rússia e Ucrânia, por exemplo). Neste caso concreto, com carimbo da Solitude Productions.
Ah, e resolvi deixar aqui estas linhas, porque gostei do desafio. (14/20)

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Boas Festas 2009

Imbuídos pelo espírito da quadra que agora se atravessa, o Temple Of Doom Metal vem desejar a todos os votos de um bom Natal e um excelente ano de 2010, preferencialmente com muito metal à mistura.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Sesta Marconi - Where The Devil Dances (2009)

Os italianos Sesta Marconi já por cá andam há 10 anos, mas só agora é que lançam o seu álbum de estreia; no entanto, este foi precedido, em 2008, pelo EP "Ritual Kamasutra Kitsch", que teve um razoável acolhimento no seio da crítica. Neste mesmo EP, encontram-se dois temas incluídos em "Where The Devil Dances", "Skeletons Party" e "LSWD", com ligeiras alterações.
Com o nome da banda e com os títulos enunciados, possivelmente, será um pouco difícil perceber em que domínios se movem, mas se indicarmos os Black Sabbath, Cathedral, St. Vitus já percepcionamos a base musical desta banda, à qual se pode acrescentar umas pitadas de Kyuss e Electric Wizard (na senda do stoner e psicadélia). Ora bem, isto tudo mexido deu um debut cheio de malhas cativantes, com um som bem pesado e homogéneo ao qual se junta a voz melódica de Sérgio (remetendo para uns Candlemass e Pentagram), revelando um trabalho cheio de coisas boas, que os fãs do género vão gostar de explorar, durante uns tempos. No entanto, o bom pode não ser sinónimo de interessante e, neste caso concreto, ao fim do primeiro terço do álbum as coisas começam a tornar-se previsíveis, usando fórmulas há muito descobertas e erosionadas pelo uso. Apesar disso, nem tudo é cinzento para os lados de Roma, pois o potencial está lá, falta só que algumas ideias sejam bem buriladas e explanadas nos próximos lançamentos, que cá estaremos para os ouvir. (12/20)

domingo, 13 de dezembro de 2009

The 11th Hour - Burden Of Grief (2009)

Trabalho de estreia; trabalho conceptual. Ed Warby, referência dos Hail Of Bullets, entre outros, resolveu arregaçar as mangas, mais uma vez, e pôs cá fora este "Burden Of Grief", um excelente álbum de Doom na sua linha mais tradicional digamos assim, visto que são bem patentes as influências de Candlemass e The Gates Of Slumber, por exemplo, polvilhado com uns toques Death, cortesia de Rogga Johansson (Gorefest, Edge Of Sanity, entre outros) que emprestou o seu vozeirão à meia dúzia de temas que aqui se encontram registados.
Desde os primeiros segundos de "One Last Smoke" que nos deparamos com um trabalho bem pesado, poderoso, simples, mas cheio de boas malhas que se imiscuem no meio de uma secção rítmica, também ela simples, com o fiel propósito de não desviar as atenções do que aqui realmente interessa: a música, directa e perturbadora.
Como havíamos referido, este é um disco conceptual: um indivíduo que tem cancro nos pulmões e encontra-se em fase terminal e nas suas últimas horas efectua um exercício de auto-reflexão sobre a sua vida. A morte, o sofrimento, a desolação, tudo isto encontra-se bem entrelaçado constituindo, desta forma, um registo denso e que deixa marcas em quem o ouve.
Apesar de ensombrado por outros lançamentos no espectro do Doom, casos dos YOB, Candlemass, The Gates Of Slumber, Griftegärd, só para mencionar alguns, este "Burden Of Grief" não deixa os seus créditos por mãos alheias e poderia, em outras circunstâncias, ser um trabalho de referência para 2009. (15/20)

sábado, 12 de dezembro de 2009

Swallow The Sun - New Moon (2009)

Tenho que confessar que estes Swallow The Sun nunca foram a minha cup of tea; não sei dizer bem porquê, mas havia sempre algo que me causava um pouco de confusão: ou eram as melodias que não entravam, ou eram as vozes que não pareciam encaixar em alguns pontos das músicas. O certo é que ainda continuo a dar chances atrás de chances, na esperança de que lancem um trabalho que me faça dizer "Aqui está, a master piece!".
Enquanto isso não acontece, temos entre mãos mais um registo dentro do que estes finlandeses nos têm vindo a habituar, um Doom/Death bem lavrado, com uma toada bem melancólica, com as notas de escuridão, sofrimento e desespero em bom plano a que se podem juntar umas vozes a cair para o Black Metal e um ou outro blastbeat, mas que não chegam ou não conseguem tornar esta novidade em algo aliciante para quem já conhece o trabalho da banda e vê em "The Morning Never Came" ou "Ghosts Of Loss" ainda os trabalhos de referência.
A excepção irá, talvez, para o tema que abre o álbum, "These Woods Breathe Evil", título bem conseguido, com boas malhas num ritmo que fica ali entre o down e o mid-tempo e que nos fazem antever uma hora bem passada. Mas, afinal, a coisa não segue esse rumo... Depois da Lua Nova, o caminho é para a Lua Cheia, assim se espera. (13/20)


sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Doom10+ - Dezembro

O Temple Of Doom Metal inicia, este mês, uma rúbrica - chamemos-lhe assim -, que irá permitir conhecer e dar a conhecer  alguns dos álbuns de eleição, dentro deste género, de alguns convidados que se encontram ligados à cena metálica nacional. Ao mesmo tempo, na senda de um certo dinamismo que se pretende neste espaço, esta constituirá uma forma do blog abrir-se à participação de mais pessoas, através destes contributos e dos comentários/discussões que daí surjam.
Com periodicidade mensal, uma personalidade irá elencar o seu top 10+ em relação a trabalhos de Doom e derivados e discorrer, em algumas linhas, sobre os seus 3 preferidos.
Poderá ser do gosto de novatos e veteranos.

Tem honras de abertura desta novel demanda o Paulo Figueiredo, administrador do blog de metal Event Horizon (http://www.eventhorizon-space.blogspot.com/)!!


1. My Dying Bride - «Turn Loose the Swans» (1993)




Falar do «Turn Loose the Swans» é falar no meu absoluto álbum preferido. Um disco que funciona como uma ponte entre o Doom-Metal clássico de uns Candlemass, Saint Vitus e Cathedral e o Doom Death-Metal que o triunvirato britânico da Peaceville formado por Paradise Lost, Anathema e My Dying Bride inventou. «Turn Loose the Swans» é um disco absolutamente perfeito que reúne um artwork soberbo, música sublime condimentada com um instrumento (violino) até aí nunca experimentado no Doom-Metal, conteúdo lírico a versar sobre morte, amor, sexo e religião, autoria do vocalista Aaron Stainthorpe, com uma profundidade poética também até aí nunca utilizada no Metal. «Turn Loose the Swans» é sinónimo de negro romantismo, raiva e absoluta depressão, sentimentos presentes em temas como «The Crown Of Sympathy», «The Snow In My Hand» e «Black God». E não é isto precisamente que o Doom-Metal representa?

2. Candlemass - «Epicus Doomicus Metallicus» (1986)



Proferir os Candlemass como os pais do Doom Metal pode ser uma decisão tão acertada quanto enganadora. Isto porque os suecos estão directamente ligados ao legado deixado pelos Black sabbath, Trouble ou Saint Vitus e por outro lado talvez não tenham sido tão bem sucedidos como os britânicos My Dying Bride, que por sua vez derivam o seu Doom para paisagens Death Metal e Góticas. Esta discussão daria "pano para mangas", mas aqui pretende-se falar deste colosso de música depressiva que é «Epicus Doomicus Metallicus». Os acordes inicias de «Solitude» são para quem os ouve inesquecíveis à primeira e os Candlemass apresentam-se ao mundo da melhor maneira possível com um hino que eu gostaria de ouvir no meu último suspiro de vida. Johan Langquist é ainda aqui o vocalista dos Candlemass, e apenas precisou de um único disco para deixar a sua marca indelével no Heavy-Metal. Principalmente em «Under The Oak» uma música soberba e em «A Sorcerer's Pledge» cujo assombroso final atira-nos para um vazio inqualificável que nos faz repetir a experiência fantástica que é «Epicus Doomicus Metallicus».

3. Black Sabbath - «Black Sabbath» (1970)


Previamente denominados por Earth, Ozzy Osbourne, Tommi Iommi, Geezer Butler e Bill Ward lançaram-se aos estúdios Trident em Londres e durante três dias gravaram e editaram por apenas 600 libras o seu homónimo e primeiro trabalho. Quando lançado, este ocupou rapidamente os primeiros lugares da tabela de vendas britânica ao lado de ilustres como Beatles, The Who ou Simon And Garfunkel. Nesta altura poucos utlilizavam as guitarras como eles, apenas Jimmy Hendrix, Led Zeppelin e poucos mais. O visual negro, as letras obscuras e a famosa cruz invertida do booklet do disco trouxeram algum protagonismo aos Black Sabbath exagerado pela editora da altura, a Vertigo, na tentativa de publicitar o quarteto da forma que mais convinha. Mas a música até falava mais alto...
A mística introdução com «Black Sabbath», os seus sinos e tempestade com Ozzy a proclamar "What is this that stands before me?" tornou-se numa frase marcante assinalando como que o inicio do Heavy-Metal. A diabólica passagem de «N.I.B»: "My name is Lucifer, please take my hand" tornou-se um va-de-retro para os puristas da altura que bradavam aos sete ventos que este estilo de música assumia uma postura satânica... de facto até era mais ou menos verdade! A apetência de Bill Ward para a prática de artes obscuras e o fascínio pelo "lado negro" ajudaram ao rótulo de satânicos para os Black Sabbath. Mais do que um excelente disco (ainda hoje!) Black Sabbath marca o inicio do Heavy-Metal, posteriormente do Doom-Metal e foi o primeiro de uma carreira plena de sucesso até ao abandono de Ozzy Osbourne.

4. Paradise Lost - «Gothic» (1990)
5. Cathedral - «Forest of Equilibrium» (1991)
6. Dolorian - «When All The Laughter Has Gone» (1999)
7. Saint Vitus - «Born Too Late» (1986)
8. Morgion - «Solinari» (1999)
9. Neurosis - «A Sun That Never Sets» (2001)
10. Mourning Beloveth - «A Disease For The Ages» (2006)

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Abstract Spirit - Tragedy And Weeds (2009)

A Rússia está a tornar-se um caso de sério relativamente ao número e qualidade de bandas que tem dado a conhecer nestes últimos anos. Neste mesmo espaço. já pudemos dissertar um pouco sobre alguns trabalhos que foram lançados durante este ano e, no cômputo geral, o panorama é bem satisfatório.
E parece que irá continuar, depois de algumas audições a este "Tragedy And Weeds", o segundo longa-duração dos moscovitas Abstract Spirit. Vinculados à Solitude Productions, desde o lançamento de estreia, anteve-se, logo, algo bem negro e, na realidade, deparamo-nos com um colosso de Funeral Doom ao longo de 6 longos temas (em que a média ultrapassa os 11 minutos), bem pesados, lentos, com guturais bem encaixados na estrutura dos temas, que nunca se tornam maçadores dada a variedade (dentro do possível) implementada por este trio. A inclusão de teclados, em alguns momentos, enfatiza ainda mais a atmosfera que se quer criar com este álbum. Os títulos dos temas que compõem este registo espelham bem o ambiente desolador que se pode contemplar durante este manifesto de negritude, que afinal perfazem a essência deste sub-género.
Não sendo um portento de criatividade, este lançamento que nos chegou da fria Moscovo para as nossas frias noites de Outono e Inverno até se revela uma boa surpresa a que podemos/devemos (riscar o que menos convier) escutar enquanto lá fora a chuva cai em fortes bátegas. (14/20)

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

A Dream Of Poe - Sorrow For The Lost Lenore (2009)

Os açorianos A Dream Of Poe (ou, mais precisamente, o projecto de Miguel Santos), voltaram aos lançamentos discográficos no que toca a originais, após a demo "Delirium Tremens", de 2006 e se não tivermos em linha de conta "For A Glance Of The Lost Lenore", captado ao vivo.
Se no trabalho de estreia as suas influências encontravam-se bem patentes, com os ingleses My Dying Bride à cabeça, neste EP elas atenuam-se um pouco mais, mas o legado dos ingleses encontra-se bem presente e forte nas ambiências geradas, enquanto que a temática das letras de Paulo Pacheco continua a girar em torno dos textos de Edgar Allan Poe. Dos 5 temas que compõem este segundo lançamento, temos duas versões sendo que uma delas presta culto ao senhores de Halifax, "For My Fallen Angel".
Apesar de 40% do que aqui se encontra exposto não ser original da banda, temos que ressalvar que os A Dream Of Poe sofreram uma boa evolução qualitativa ao nível da composição, criando já uma homogeneidade e coesão nos seus temas. Continuam a predominar os ritmos lentos, compassados, onde as guitarras se chegam "mais à frente", imprimindo mais energia aos temas embora, pontualmente, tenhamos alguns momentos mais rápidos, criando alguma variação rítmica e atenuando uma monotonia que estes longos exercícios possam gerar no ouvinte. Ao nível das vocalizações, estamos perante um registo limpo, deixando para trás um modelo mais gritado/berrado, conferindo, até, um tom mais épico às composições.
Em suma, podemos dizer que "Sorrow For The Lost Lenore" acaba por mostrar-nos um projecto bem vivo, com qualidade, com uma grande margem de progressão pela frente, sendo uma referência para o que se vai fazendo no espectro do Doom/Gothic em terras lusas e que não se encontra, em nada, diminuído em relação ao que vai sendo lançado, aos magotes, no mercado internacional. (13/20)

Myspace: http://www.myspace.com/dreamofpoe

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Abandon - The Dead End (2009)

Se há momentos em que a palavra "condicionamento" faz sentido, este é, sem dúvida, um deles. Ao olharmos para este opus magnum dos suecos Abandon e inteirados do contexto pós-gravação do mesmo, parece que tudo encaixa perfeita e deveras mórbida.
Vejamos: ao terceiro álbum, existe o risco (e ainda bem!) de "The Dead End" poder ficar na história do metal, pelo menos da década que se presta a findar, por ser um portento de sludge/doom carregado dos mais pesarosos sentimentos de frustração, angústia, desprezo pela vida, até. Não é nada que seja estranho às temáticas do doom, mas aqui parece-nos elevado a um patamar bem alto e que durante a audição deste duplo CD torna-se quase palpável e atingindo o seu expoente nas letras de Johan Carlzon (falecido nos finais de 2008, vítima de overdose).
As quase duas horas de duração deste trabalho, submergem-nos por uma negra atmosfera bem patente em todos os temas, mesmo os acústicos. Neste capítulo, deixamos uma especial nota para "Pitch Black Hole", "For Crumb We Crawl" (pequeno tema instrumental, de abertura ao segundo disco) e o trio final "It's All Gone", "There Is No Escape" e "Eulogy", são tudo temas de causar um forte arrepio na espinha, tal é a intensidade com que nos são apresentados.
"Até ao lavar dos cestos é vindima", lá diz o adágio popular e quem se deparou com este álbum não poderá negar que estamos perante uma das principais referências para o ano de 2009.
E se Johan Carlzon ainda estivesse entre nós, como veríamos este "The Dead End"? (16/20)

sábado, 21 de novembro de 2009

Kowloon Walled City - Gambling On The Richter Scale (2009)

Nos dias que correm, torna-se muito difícil encontrar um nome para um projecto que se possa dizer que fica no ouvido à primeira, ou que é genial. No caso destes californianos, a opção será a da metáfora, sim, porque ao olharmos para a sua designação imaginamos as voltas que a nossa língua dá para o poder pronunciar. E a metáfora esta genial. Inicialmente, Walled City, foi uma fortificação centenária e, no pós-guerra, tornou-se o paraíso no Extremo Oriente do jogo, das drogas e do crime. Já chegaram lá? À metáfora?
Pois bem, o que os Kowloon Walled City nos propõem no seu álbum de estreia é sludge do bom, duro como pedra, que nos derruba, arrasta e esfrega pelo chão sem piedade, às ordens da voz de Scott Evans que parece estar a segundos de um ataque de apoplexia.
Este trabalho surge no seguimento do EP do ano passado, "Turk Street", onde são condensadas as linhas desta banda e explanadas, desenvolvidas e maturadas neste registo que, em pouco mais de meia hora nos mostra como se faz sludge de qualidade misturando Melvins, Black Cobra e Kylesa, agitando bem e lançando-nos à cara o produto final.
Com alguns, poucos, momentos para tomar fôlego, como é o caso do tema-título e "More Like The Shit Factory", este acaba por ser uma dose de violência contida, mas que acaba por ser um trabalho que pode muito bem ombrear com algumas das referências para este ano que se aproxima do seu final. Referência última para a capa, com bom gosto, acentua a metáfora. Já chegaram lá?
Nota final: disponível para download no site da banda. (15/20)



Myspace: http://www.myspace.com/kowloonwalledcity

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Passatempo "Count Raven/Mammons War" - Número Sorteado e Vencedor

Tal como anunciado, procedeu-se hoje ao sorteio do número que permitiu encontrar o vencedor do passatempo "Count Raven/Mammons War.

Assim, a sorte bateu à porta do participante # 1, o Coragem, visto que o sorteio da Lotaria Popular revelou o número 05421.

Link: https://www.jogossantacasa.pt/web/SCCartazResult/lotPop

Parabéns ao vencedor e muito obrigado a todos os que participaram nesta iniciativa.

O Temple Of Doom Metal regressará, em breve, com mais iniciativas e reviews.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Unsilence - Under A Torn Sky (2009)

Os ingleses Unsilence já por cá andam desde 1993, mas a sua carreira tem sido tão inconstante, tão atribulada, com frequentes mudanças de line up, que a saída deste trabalho parece o resultado de uma teimosia colossal. Este longa duração dista 11 anos do seu predecessor, "Choirs Of Memory", sendo posteriormente lançados 2 EPs. Depois, silêncio, longo...
Uns reformulados Unsilence ressurgem em 2006 com a demo "Echoes Awaken", que funcionou como re-apresentação da banda e os 3 temas que delam constam surgem neste lançamento.
Alicerçados no doom de bases melódicas e épicas, este quarteto carrega no seu interior o que muitos colectivos britânicos, mas principalmente ingleses, carregam, ou seja, uma angústia e uma dor que parece ser característica da ilha de Sua Majestade, e que tão bem lhes assenta.
Essas qualidades/virtudes, neste contexto, encontram-se bem espelhadas no trabalho de guitarras e na voz de James Kilmurray (com algumas semelhanças à de Chris Goss dos Masters Of Reality), alicerçadas numa base rítmica competente e que faz deste "Under A Torn Sky" um lançamento de referência na linha do melodic doom metal neste ano 2009. (14/20)

Site: http://www.unsilence.co.uk/

Myspace: http://www.myspace.com/unsilence

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Passatempo "Count Raven/Mammons War" - Lista de participantes

A fase de votação no passatempo "Count Raven - Mammons War", terminou no dia de ontem. Resta-nos agradecer a todos os que votaram e deixaram a sua opinião sobre este regresso da banda sueca, após treze anos de silêncio, e aos que foram um pouco mais além e encaminharam o seu voto/opinião para o nosso e-mail e puderam inscrever-se neste passatempo. A todos vós, muito obrigado!

Como anunciado no regulamento, deixamos aqui a lista de participantes no passatempo:

# 01 - Coragem
# 02 - Marco Veloso
# 03 - Erzsébet Báthory (nickname)
# 04 - Nierika (nickname)
# 05 - LeadAether (nickname)
# 06 - Francisco Dias

O sorteio realizar-se-á no próximo dia 19, quinta-feira, e contará o último número do primeiro prémio sorteado da Lotaria Popular para este passatempo. Dada a possibilidade de ser extraído o número 0 na casa das unidades, e caso aconteça, passará a ser válido o número respeitante à casa das dezenas e assim sucessivamente.
Desta forma, para efeito de prémio, os números terão de estar entre 1 e 6, inclusive.

Muito obrigado, a todos, mais uma vez!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Obiat - Eye Tree Pi (2009)


Ao olharmos para esta capa, podemos bem imaginar o que irá brotar das colunas assim que o play seja premido; pois é, estamos perante o terceiro álbum dos stoners Obiat, conjunto multinacional que se sedeou em Inglaterra, mais precisamente em Londres. A oferta aqui não difere em muito dos  predecessores, onde o gosto pelo stoner metal se vai imiscuindo aqui e ali com momentos mais doomescos ou até mesmo com algumas pinceladas de sludge (mais patente na voz e guitarras, principalmente) e que vão conferindo um certo gozo ao longo dos 57  minutos de duração deste registo. Os fãs do género irão evidenciar um belo sorriso ao som deste "Eye Tree Pi", pois a escola está lá toda, mas os Obiat, porventura, terão na manga uma jogada que procurará angariar mais alguns devotos através dos trejeitos referidos anteriormente. E que não lhes irá, certamente, ficar mal. Veja-se o exemplo de "Serpent's Rites". (13/20)

Site: http://www.obiat.com/

Myspace: http://www.myspace.com/obiat

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Baroness - Blue Record (2009)

O segundo álbum costuma ser, tradicionalmente, a prova de fogo para qualquer banda quer seja como forma de prova de identidade, capacidade de evolução e ascensão no mundo musical. Ora bem, após uma estreia em tons de vermelho muito auspiciosa, os Baroness enfrentavam esse tal desafio do segundo trabalho; e arrisco dizer que o ultrapassam com distinção.  E porquê? O regresso que agora temos, em tons de azul, consegue ser mais variado que "Red Album", abrindo portas para uma infinidade de experiências que poderão entrosar-se com a base sludge que a banda (ainda!) ostenta, sem macular a sua identidade. Tal como nas complexas composições que nos são apresentadas nas capas dos seus trabalhos, tudo acaba por nos ser servido de forma a que os nossos sentidos consigam interiorizar a fórmula que este quarteto nos apresenta, tornando os seus temas frescos, num mercado cada vez mais saturado de lançamentos e onde os cenários sludge/post-metal (no eixo Neurosis e Isis) se encontram sobre-valorizados, numa clara separação da mistura entre o essencial e o regular.
Se olharmos para um passado (demasiado) recente, veremos que o trajecto destes georgianos pode ser bem cruzado com o que os Mastodon têm vindo a trilhar, e que se encontra bem vincado com "Crack The Skye", onde a estagnação não parece fazer parte do vocabulário e que o risco vale a pena. (15/20)

Myspace: http://www.myspace.com/yourbaroness

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Katatonia - Night Is The New Day (2009)



O ano de 2009 vê a chegada do oitavo álbum de estúdio dos Katatonia. "Night Is The New Day", a mui aguardada novidade, foi alvo de elevadas expectativas depois de "The Great Cold Distance" ter conquistado uma consensualidade genaralizada da elevada categoria deste suecos que vinham de três trabalhos que roçaram a magnificência : "Tonight's Decision" (1999), "Last Fair Deal Gone Down" (2001) e "Viva Emptiness" (2003). A sua passagem por Vagos, em Agosto último, com um setlist sem novidades terá aumentado ainda mais a efervescência entre as hostes.
O disco está aí, que dizer então? Facto: os Katatonia não estão tão agressivos como no seu passado recente (sim, porque a fase pré-"Discouraged Ones" parece, definitivamente, enterrada), apostando mais nas ambiências melancólicas, onde a voz de Renkse se sente muito mais à vontade, no uso de alguns apontamentos electrónicos e no contínuo abuso do formato canção. Será, então, um álbum desinspirado? Quem o ouvir de raspão, dirá que sim, mas com a passagem das audições e a ligação com as palavras carregadas de tristeza e angústia (atenção, aqui Anders Nyström não tem espao para vocalizações rasgadas) apercebemo-nos que estamos perante mais um colosso de negritude, mas bela por sinal.
No que a temas em destaque concerne, registamos "The Longest Year", "Nephilim" e "Inheritance", que constituirão, a par de mais algumas músicas dispersas em lados b de singles, alguns dos melhores temas que estes suecos alguma vez escreveram.
Apesar de não ser um portento imediato, este registo tem a indelével marca que caracteriza os Katatonia e constitui a evidente escolha para ouvir nestes dias cinzentos de Outono, em que a noite nos abraça bem cedo. (15/20)


Myspace: http://www.myspace.com/katatonia

terça-feira, 3 de novembro de 2009

3,14 - Neizbejnost (2009)


De Baku, no Azerbaijão, chegam-nos estes 3,14 (Pi) com o seu álbum de estreia com a particularidade dos seus 10 temas serem cantados na língua natal.
Este trabalho, que ultrapassa os 90 minutos de duração, alicerça-se  na vertente do melodic doom, onde as vozes limpas alternam com guturais que não deixam de ser perceptíveis ao longo de longos temas bem melancólicos, não se registando grandes alterações rítmicas, o mesmo se passando com as guitarras que ecoam sempre num tom triste, sem devaneios, que resultam em cansaço lá para o meio do álbum.
A contrastar com esta electricidade monocórdica, surgem alguns momentos acústicos, que entram bem no ouvido e que conferem uma boa lufada de ar fresco, demonstrando que também é possível ser obscuro e melancólico tendo por base musical uma guitarra acústica e um teclado. Aliás, o tema que mais me chamou a atenção foi "Poiski Utesheniy", a encerrar o primeiro cd, a espelhar o bom gosto da faceta acústica da banda.
No entanto, apesar deste não ser um trabalho de nível inferior, nota-se que os temas precisam de uma dose extra de trabalho, de procura de novas texturas, evitar alguma repetição nas estruturas de composição, de forma a que possam crescer ou que posteriores composições surjam como elementos definidores do som dos 3,14 (Pi). (11/20)

Site: http://www.3-14.ws/

Myspace: http://www.myspace.com/314doom

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Necromimesis - Ashk (2009)


"The metal scene in Iran is very poor due to the strong Islamic atmosphere, illegality of playing this kind of music and the bad thoughts about this kind of music by our government. However there a few active metal bands in Iran who work underground, but they can't present their records, CDs and DVDs officially." Estas são algumas das palavras proferidas por Hamed Azizi numa entrevista presente no último número da Terrorizer (# 189, p. 8) e que demonstram bem o estrangulamento que este tipo de sonoridades sofre no Irão e, bem possivelmente, em outros países.
O caso dos Necromimesis, provenientes do mesmo país, não deverá ser nenhuma excepção, apesar deste ser já o segundo lançamento que efectua - a estreia foi com a demo "Trance, or Decease", de Maio. Projecto de uma só pessoa,que também tem entre mãos o projecto Misty Forest, sem qualquer contrato assinado, numa experiência muito DIY que marcou grande parte das edições desta década, que através da internet tenta fazer chegar os seus sons à maior quantidade de público possível. Aqui, temos 5 temas de funeral doom que, apesar de algum primitivismo - principalmente ao nível da produção - mostra algumas ideias interessantes, embora haja sempre alguma dificuldade em inovar em géneros tão "fechados", chamemos-lhes assim. As linhas mestras que orientam o funeral doom estão ali todas e encontram-se aplicadas de modo a não defraudar os fâs do género.
A ouvir, sem rodeios e sem receios. (13/20)

Site: http://www.necromimesis.com/ 

Myspace: http://www.myspace.com/necromimesisband 

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Jesu - Opiate Sun (2009)

Pouco mais de dois meses o lançamento de "Infinity", o terceiro álbum de originais - apesar de conter somente um tema, homónimo, com a duração de quase 50 minutos -, Justin Broadrick e Co. não estão com meias medidas e publicam este EP composto por quatro temas que, num formato que poderia dizer mais consentâneo e standard do formato canção, recupera a força das guitarras e torna-se mais orgânico (na senda de "Conqueror"), deixando de lado a maquinaria presente em "Why Are We Not Perfect"; mas os Jesu são isto mesmo, uma entidade capaz de se transfigurar de trabalho para trabalho, multifacetada e capaz de assegurar os riscos dessas mutações.
Ao longo deste EP, reina a melancolia, como sempre, os ritmos lentos e a voz de Justin sempre naquele tom monocórdico, em jeito de quem está a contar uma história para adormecer. E é isso que acontece um pouco neste caso, ou seja, ao longo dos 25 minutos parece que se está sempre a ouvir o mesmo tema, não havendo grandes variações rítmicas e vocais, com uma constante presença da massa de guitarras que não trazem nada de novo ao som do projecto.
Apesar de bastante prolíficos na base das suas edições, com um álbum ainda fresco entre mãos, penso que estes temas ganhariam se lançados a uma maior distância de "Infinity", o que poderia fazer com que fossem um pouco mais trabalhados e ganhassem outra força. Assim, vai custar mais a passar. (12/20)

Myspace: http://www.myspace.com/officialjesu 

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Griftegard - Solemn, Sacred, Severe (2009)



Eis que mais uma vez uma banda sueca marca presença neste espaço. Desta feita, são os Griftegard, saídos das cinzas dos The Doomsday Cult e com elementos dos Wolverine, também. 
Antes deste primeiro álbum, em 2007, foi lançado o EP Psalm Bok, onde nos dois temas aí incluídos se encontravam delineadas as linhas mestras para este projecto: traditional doom metal com uma acentuada componente negativista nas temáticas abordadas. Agora, volvidos dois anos, mostram-nos uma banda mais madura, coesa, bem patente ao longo dos seis temas que num tom bem lento, por vezes quase funéreo, bem pesado e com uma voz melódica mas poderosa, capaz de ombrear com bandas como os Memory Garden, por exemplo.
Desde o tema de abertura, "Charles Taze Russell", passando pelo mais dissonante "Noah's Hands" até finalizar com "Drunk With Woormwood", os níveis de qualidade encontram-se sempre num patamar de boa qualidade, não havendo muitos momentos aborrecidos nestes 45 minutos de duração do álbum, com ambientes soturnos bem conseguidos tanto com os instrumentos costumeiros ou com o piano aliado à voz de Thomas Eriksson, no início do tema final.
Por último, destaque-se o trabalho de bateria, simples mas muito homogéneo, com uma enorme capacidade de encaixe de todo o som da banda sob a sua toada lenta e vigorosa.
Sem grandes novidades, bebendo da cartilha de grupos como Candlemass ou The Gates Of Slumber, estes Griftegard acabam por ser interessantes, mas espera-se por algo que tenha aquela centelha que os possa catapultar para outro nível. (14/20)

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Bloody Panda - Summon (2009)


Aviso: os Bloody Panda tocam sludge/drone/doom e este álbum começou a dar-me cabo dos nervos. Foi preciso ouvi-lo, pelos menos, uma boa meia dúzia de vezes para que algo começasse a ser interiorizado.
Tal como em "Pheromone", a base musical é, no mínimo, desconcertante; a ausência de melodias ou a presença de quase-melodias, misturadas com uma voz que tanto entoa qualquer coisa em tom suave como de seguida explode em gritos animalescos, tal como se lhe arrancassem a frio alguma parte do corpo, a par de uma total inexistência de estrutura de canção, faz  com que este tenha sido, para mim, um dos trabalhos mais difíceis de ouvir e perceber nos últimos anos. E o exemplo perfeito disso é o longo tema de 21 minutos, "Miserere", em que estas vertentes se encontram explanadas até à exaustão a que acresce uns blasts que desembocam no mais profundo doom/drone onde a voz de Yoshiko Ohara deambula, preparando-se para nos atingir com mais um rol de  urros (que podem bem fazer corar alguns vocalistas de death e black metal) na parte final do tema.
Aviso: os Bloody Panda podem causar danos irreversíveis. Ouvir com moderação. (10/20)

Site: http://www.bloodypanda.com/

Myspace: http://www.myspace.com/bpanda

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Black Cobra - Chronomega (2009)


Dois anos após o lançamento de "Feather And Stone", o duo de S. Francisco composto por Jason Landrian (voz e guitarra) e Rafael Martinez (bateria) regressa aos discos com este "Chronomega", o primeiro para a Southern Lord.
Quem já estabeleceu contacto com este projecto, saberá que os 9 temas que compõem este trabalho, estão carregados de sludge, com um pouco de doom e muita energia punk à mistura, onde cada segundo é efervescente, carregado de imediatismo, como se a raiva expelida contribuisse para o apocalipse. Portanto, não estaremos perante grandes surpresas neste campo. Elas surgem, principalmente, na parte da composição e execução dos temas, onde os Black Cobra se mostram mais maduros e ecléticos, como será o caso de "Catalyst", onde se condensa a fórmula usada por estes senhores mas de uma forma mais refinada, embora cada riff nos seja atirado como se não houvesse amanhã.
Apesar de não ser tão imediato como "Bestial", os Black Cobra encontram-se em muito boa forma e recomendam-se. Veja-se pela lista de concertos agendados até ao final do ano. (15/20)

Site: http://blackcobra.net/

Myspace: http://www.myspace.com/blackcobra

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Lord Azmo - Cracked Scenes Of Reality (2009)


Jordânia. Após o término do projecto Lost Lust, mais vocacionado para o black metal, o seu mentor Ammar Jaber, encarna o alter-ego Lord Azmo e envereda pelo Melodic Doom Metal, resultando neste "Cracked Scenes Of Reality".
Fazendo jus ao termo doom, durante os 9 temas reina a melancolia, o desepero, a auto-comiseração em andamentos, geralmente, lentos, onde se mistura o eléctrico e o acústico a par da voz abafada e atormentada de Ammar.
Em alguns momentos, são explanadas boas ideias, mas a produção sofrível faz com que as músicas, talvez, não consigam atingir a sua plenitude e nos façam torcer um pouco o nariz a meio do alinhamento, arrastando-se até ao final.
Espera-se, portanto, algo mais, apesar de ser meritório todo o trabalho levado a cabo e este ser um trabalho em edição de autor. (12/20)

Site: http://lordazmo.jimdo.com/

Myspace: http://www.myspace.com/lordazmo

OM - God Is Good (2009)


A história dos Om estará, indelevelmente, associada aos Sleep. E quando Al Cisneros e Chris Hakius surgiram em 2003 com este projecto, não negaram o seu passado, continuando a carregar na música que faziam todo o legado que já vinha da década passada.
No entanto, no início de 2008, Hakius deixou a banda e muito boa gente vaticinou o final; mas, para o seu lugar, entrou Emil Amos, dos Grails, e eis que surge o primeiro rebento desta colaboração, "God Is Good".
Grande parte deste trabalho centra-se em torno do tema de abertura, "Thebes", um longo opus de 19 minutos que, logo nos primeiros segundos nos quer mostrar sinais de mudança: a exploração mais afincada da vertente experimental através da inclusão de uma tambura, instrumento de cordas indiano, que depois se imiscui com o baixo e voz de Cisneros já característicos e com uma percussão mais dinâmica de Amos. 
O segundo tema, "Meditation Is The Practice Of Death", resulta num exercício mais na linha de uns Om mais "old shool" (se é que é possível utilizar aqui este termo), mas que encerra com um inesperado "solo" de flauta, demonstrando que as surpresas podem acontecer a qualquer momento até ao final do álbum. E, estas, realmente prolongam-se pelos dois últimos temas, "Cremation Ghat I" e "Cremation Ghat II", instrumentais que, no fundo, se fundem num só. Aqui, Amos dá mais azo à sua plural forma de abordar a percussão e reaparece a tambura nos minutos finais em jeito de fecho de ciclo.
Este quarto álbum dos Om poderá reflectir uma inversão no trajecto trilhado até aqui, com a inclusão de novos elementos e abordagens musicais. De facto, apesar de incialmente serem um pouco estranhas, após algumas audições revelam-se uma superior mais-valia para o projecto.
E diga-se, em abono da verdade: gravar sempre o "Conference Of Birds" seria porreiro, mas acabaria por enjoar. (15/20)

Site: http://www.omvibratory.com/ 

Myspace: http://www.myspace.com/variationsontheme 

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Wretched - Dark Ambience EP (2009)

Os Wretched já não existem como banda. A sua dissolução ocorreu após o falecimento do vocalista Jon Blank, vítima de overdose, em Maio último. Assim, este "Dark Ambience" é uma obra póstuma que testemunha as últimas gravações de Blank, após a reunião da banda em 2003.

Nos 3 temas aqui presentes, continuamos a ter um heavy/doom metal, onde se notam bem as influências de St. Vitus, Obssessed e Trouble, por exemplo.
Antes da primeira separação, em 1996, lançaram 3 álbuns através da Hellhound Records e, já aí, o seu som assemelhava-se ao que nos apresentam hoje.
Para quem já conhecia este quarteto, não haverá grandes novidades; para quem estabelecer o seu primeiro contacto, até poderá ter uma agradável surpresa. (13/20)

English:
The Wretched no longer exist as a band. Its dissolution came after the death of lead singer Jon Blank, victim of a drug overdose last May. Thus, this "Dark Ambience" is a posthumous work that testifies to the latest recordings Blank, after meeting the band in 2003.
In these three songs included in this EP, we still have a heavy/doom metal band, in good form, and note where the influences of St. Vitus, Trouble and The Obssessed, for example, are very present.
Before the first separation in 1996, they released three albums by Hellhound Records and since then, their sound akin to what we have today.
For those who already knew this quartet, there will be big news, for those who establish their first contact until you have a pleasant surprise. (13/20)

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

S:t Erik - From Under The Tarn (2009)

Ao fim dos primeiros segundos de "Goddess", pensei que estava perante uma cópia dos High On Fire, mas com a passagem dos minutos o cenário mudou. Não é que a base sludge/doom tenha mudado, não é nada disso; a boa surpresa é a inclusão de sintetizadores que emanam sons muito à la space rock, conferindo a estes 5 temas alguma frescura no meio de tanta aridez.
Com o início de "The Search", parece que estamos a ouvir outra banda tal o contraste, durante os primeiros 4 minutos, com a faixa referida no início do texto. Aliás, este segundo tema e o que encerra o álbum, "Swan Song", são os que resultam melhor, não por serem os mais longos, mas porque fundem todos os elementos que fizeram parte deste debut em doses equilibradas, não havendo atropelos estilísticos nem a necessidade de mostrar essas fusões a todo o momento. Estas quase jams, relaxadas, fluentes, permitem verificar que os horizontes destes suecos (é verdade, já é o terceiro caso este mês!) estão bem abertos. Basta olhar para a capa. (15/20)

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Nox Aurea - Via Gnosis (2009)

Quem olhar para esta capa e nome de banda poderá, à partida, fazer uma ideia do som que ouvirá caso decida carregar no play. Se souber que são originários da Suécia, a probabilidade de estar perante um bom projecto aumentará consideravelmente.
E este "Via Gnosis" arrebata logo à primeira audição; doom/death/gothic de muito boa qualidade, em doses equilibradas, resultando num trabalho bem melancólico, com ambiências bem soturnas e negras, que para os dias de invernia que se avizinham são bem capazes de nos fazer sentir um pouco mais miseráveis.
Vozes limpas (masculinas e femininas) bem decadentes, guturais desesperantes, as teclas pairantes como nuvens negras que carregam tempestade e guitarras lancinantes, perfazem um conjunto de temas bem lúgubre, mas épico ao mesmo tempo.
Este trabalho de estreia dos Nox Aurea, vale essencialmente pelo seu todo, não fazendo sentido destacar este ou aquele tema, porque parece que encaixam todos entre si, tal como as peças de um puzzle. A todo este processo não estará alheio o trabalho de produção de Andy LaRocque, guitarrista de King Diamond.
Num ano que se encontra bem recheado de grandes álbuns nesta vertente, existe a necessidade de ressaltar um facto: este "Via Gnosis" arrisca-se, perigosamente, a ocupar um dos lugares de topo para álbum do ano. (17/20)


domingo, 4 de outubro de 2009

Passatempo Count Raven ("Mammons War")

Com o intuito de  divulgação do doom metal pela comunidade e tornar o blog mais dinâmico o Temple Of Doom Metal encontra-se a levar a cabo este passatempo. Trata-se de uma iniciativa muito simples, com um conjunto de regras básicas.

Segue o regulamento:
1 - O passatempo Count Raven/"Mammons War" pretende atribuir um exemplar, em cd, do último álbum "Mammons War", dos suecos Count Raven.
2 - Para participar, é obrigatório votar numa das 5 opções colocadas ao dispôr na barra do blog.
3 - Só será possível votar uma e única vez.
4 - A votação terminará no dia 15 de Novembro do corrente ano, às 23:59 horas.
5 - O participante, após votar, deverá enviar para templeofdoometal@gmail.com uma mensagem com o seu nome/nick, a sua escolha e e-mail para posterior contacto (para mero controle da relação votação/participantes e aviso do resultado do passatempo). O participante receberá um número de acordo com a ordem de entrada na caixa de correio mencionada.
6 - Após o final do período de votação, no dia seguinte, será publicada a lista de participantes no blog Temple Of Doom Metal.
7 - O número premiado corresponderá à terminação do número do sorteio da lotaria popular da semana 47/2009, de 19 de Novembro de 2009. (A terminação será referente ao último número para número inferior a 10 participantes, penúltimo para número inferior a 100 participantes, antepenúltimo para número inferior a 1000 participantes e por aí fora :) ).
8 - O resultado do passatempo será divulgado no blog Temple Of Doom Metal, no dia seguinte ao do sorteio.
9 - O vencedor será contactado por e-mail, para envio do prémio o mais rapidamente possível.
10 - Este passatempo, cinge-se unicamente ao território português.

Temple Of Doom Metal

sábado, 3 de outubro de 2009

Count Raven - Mammons War (2009)


Eis um dos regressos mais aguardados de 2009. Já lá vão 13 anos desde que estes senhores lançaram o seu último registo, "Messiah Of Confusion"; após a separação em 1998, a reunião efectua-se 5 anos depois, mas só agora é que nos chega a novidade "Mammons War".
Se alguém ainda poderia esperar alguma alteração ao nível do registo sonoro desengane-se; o que aqui temos é mais um momento de glorificação/continuação (riscar o que não interessar) do legado Black Sabbath, em que a voz de Dan Fondellus não se desvia um milímetro da do timbre de Ozzy, a sua guitarra continua a desfilar uma série de riffs monolíticos e cativantes e a dupla baixo/bateria confere uma base sólida para uma toada própria do traditional doom.
Como já referi, não existem grandes alterações no espectro musical destes suecos, mas destaco aqui 3 temas: "The Poltergeist", logo a abrir, mostra-nos uns Count Raven cheios de energia, um pouco mais rápidos e com uma malha que nos fica imediatamente na cabeça; no entanto, foi impossível não lembrar-me de "Death Magic Doom" dos Candlemass, que também começa da mesma forma e, depois, regressa a terrenos mais familiares. "Scream", continua a cativar com mais uns bons riffs e com um refrão simples mas orelhudo, em que os sinos incorporados dão um toque decisivo para o resultado final do mesmo. Tem cheiro de single! Por último, "Mammons War", o tema-título, onde estamos somente perante Fondellus e as teclas, num tema épico e agradável, permitindo tomar balanço para o longo "A Lifetime". Uma nota final para os interessantes arranjos acústicos que, por vezes, aparecem e criam uma paleta de cores uma pouco mais alargada do que os tons negros e cinzentos que pairam de sobremaneira neste álbum.
13 anos depois, valeu bem a espera e os Count Raven demonstraram, com este trabalho, que são um dos expoentes do doom europeu. Agora, resta sonhar que haja uma data marcada para estas bandas. (15/20)

English:
Here is one of the most anticipated returns of 2009. There have been 13 years since these guys released their last record, "Messiah Of Confusion", after their split in 1998, their reunion takes place five years later, but the new "Mammons War" is only now reaching us.
If someone could still expect some changes at the sound level think again, what we have here is another moment of glorification of Black Sabbath's legacy in the voice of Dan Fondellus which does not deviate a millimeter from Ozzy’s timbre, his guitar continues to parade a series of monolithic, catchy riffs and the double bass / drums give a solid basis for one's own tune of Traditional Doom.
As mentioned, there are no major changes in the musical spectrum of Swedes, but three themes stand out here: "The Poltergeist", in the beginning, show us some energetic and a little faster Count Raven with a song that we immediately save in our heads; however, it was impossible not to remember "Death Magic Doom", from Candlemass, which begins the same way and then returns to a more familiar terrain. "Scream" continues to captivate with a few more good riffs and a chorus with a simple but catchy, in which the incorporated bells give a decisive touch to its final result. It smells like single! Finally, "Mammons War," the title theme, only whit Fondellus and keys, is an epic and enjoyable theme, gaining momentum for the long "A Lifetime".
A final note for the interesting acoustic arrangements that sometimes appear and create a colored palette which is a little wider than the black and gray tones that hover greatly on this album.
13 years later, it was well worth the wait and the Count Raven demonstrated, with this work, that they are one of the exponents of European Doom Metal. Now, it remains the dream that a concert date will be set for these bands. (15/20)

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Shrinebuilder - Shrinebuilder (2009)

Se juntarmos na mesma sala de ensaios Scott Kelly (Neurosis), Scott Weinrich (St. Vitus), Al Cisneros (Sleep/Om) e Dale Crover (Melvins), o resultado é o que se apresenta: um verdadeiro super-projecto, completamente descomprometido, que nos mostra umas malhas carregadinhas de stoner/sludge, a que se acrescenta uma boa dose de psicadélia. Portanto, não será nada de inovador, mas o que se pode ouvir nestes 4 temas (a versão final terá mais um, "Science Of Anger") é feito com mestria, garantindo-nos a possibilidade de passar um bom tempo com este registo. Nesta meia-hora de som, destaque para "Blind For All To See", um tema que arranca um certo protagonismo exactamente por escapar um pouco à bitola que rege os restantes temas; ou seja, ao longo destes 7 minutos reina a calmaria, assente numa linha de baixo proeminente e envolvente e num ritmo de bateria simples, quase indie. Essa calmaria transporta um bom período de experimentalismo/psicadélia, substituindo a voz de Kelly que, nas curtas incursões que efectua, apresenta um tom bem melódico, como que a planar sobre a estrutura musical.
Estes Shrinebuilder, possivelmente, não estarão no topo da lista de prioridades dos seus membros, dada a relevância e quantidade de projectos que abraçam, mas esta amostra permitirá sonhar com mais alguma coisa. Assim penso eu... (15/20)

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Armaga - In The Ruins (2009)

Noite, passos, uma porta a ranger, o relógio que toca... esta intro, "Time Has Come", fez-me temer o pior. Estava dado o mote para um álbum de gothic/doom, com todos os clichés presentes.
Ora bem, estes Armaga chegam-nos de Moscovo e em pouco mais de meia-hora despacham os 10 temas que compõem o seu trabalho de estreia. A toada geral é bastante compassada e chegam a ser criados alguns bons ambientes, mas nota-se uma falta de homogeneidade na composição/apresentação dos temas.
A coisa só anima um pouco ao 4º tema, "The Left Manor", coincidência ou não, um pouco mais lento mas onde a banda parece obter melhores resultados, tal como em "Human Plant" e "Black River".
Este parece ser um álbum em torno de um conceito: pequenos episódios/histórias numa casa abandonada, visitada por alguém e os antigos inquilinos ainda lá se encontram... tal qual como numa série de filmes que já todos vimos no cinema ou na televisão e que sabemos de cor o final. Por infelicidade, o conceito também é cliché.
Mesmo sendo uma estreia, pedia-se um pouco mais principalmente ao nível da composição, onde os temas parecem sempre saber a pouco. (10/20)


segunda-feira, 28 de setembro de 2009

The Gates Of Slumber - Hymns Of Blood And Thunder (2009)

Traditional Doom Metal de muito boa qualidade. Esta review poderia bem ficar por aqui, porque o essencial já estava escrito; mas acrescentarei mais algumas ideias sobre este quarto longa-duração destes norte-americanos. E começo logo pelo princípio: "Chaos Calling" é uma grande malha, que dá o mote para os 50 minutos seguintes, e que deverá colocar muito boa gente a fazer headbanging ao fim de poucos segundos. Neste e em mais alguns temas, explora-se ou expõe-se a costela mais heavy-metal deste projecto, resultando na perfeição (por vezes, sentimos um pouco de Iron Maiden e Judas Priest no ar até) que, em junção à toada mais doomesca de temas como "Beneath The Eyes Of Mars" ou "The Doom Of Aceldama", conseguem manter-nos presos até ao final e depois levar-nos a carregar novamente no play.
Apesar do lançamento anterior, "Conqueror", do ano passado, ter revelado uns The Gates Of Slumber em boa forma, é com este trabalho que, com toda a certeza, farão o assalto à primeira divisão do doom ou não fosse este álbum o melhor da sua carreira, na minha opinião.
Num género em que se torna um pouco complicado trazer constantemente inovação como este, com "Hymns Of Blood..." a frescura dos temas mantém-se elevada através da estratégia acima indicada e que só poderá trazer frutos ao trio de Indiana. Num ano que tem vindo a ser recheado de muitos e bons lançamentos, este trabalho candidata-se a um lugar de topo. (16/20)

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Fucho - Fucho EP (2009)

A cena japonesa tem exportado, ao longo dos últimos anos, algumas boas referências tais como os Mono, Church Of Misery ou Boris. E a julgar pela estreia deste Fucho, com o seu EP homónimo, poderemos estar perante mais um emigrante da terra do sol nascente. Não é que os três temas incluídos neste trabalho sejam  uma next big thing, mas o despretensionismo com que este trio de Osaka ataca umas valentes malhas onde impera o sludge e lhe acrescentam uma boa dose de psicadélia e algum groove, faz com que se passe uma boa meia hora na companhia destes nipónicos.
No fundo, acaba por ser uma bom cartão de apresentação e que dá para perceber quais os espectros em que os Fucho se movimentam.
Esperamos por mais. (14/20)

Paradise Lost - Faith Divides Us, Death Unites Us (2009)

Ao entrarem na terceira década de carreira, os Paradise Lost continuam a ser donos e senhores dos seus destinos. Depois de um conjunto de álbuns magistrais lançados durante a primeira metade da década de 90, efectuaram uma série de incursões em áreas mais electrónicas e ambientais. A partir de 2005, com o seu trabalho homónimo, vêmo-los a trilhar caminho rumo ao passado. Lentas, progressivas, mas seguras estas alterações na sonoridade da banda de Yorkshire.
No entanto, nesta novidade pouco resta da sonoridade doom/death que os individualizou. 
É certo que estamos perante um conjunto de temas mais pesado e mais homogéneo e convincente que o apresentado em "In Requiem"; as melodias tão características de Greg Mackintosh estão bem mais vincadas (basta ouvir "Universal Dream", que nos remeterá para uma "Embers Fire", por exemplo), a novidade A. Erlandsson não deixa os seus créditos por mãos alheias, colocando toda a sua experiência à disposição dos ingleses, em bora o pé raramente possa carregar no acelerador/pedal (excepção registada em "Frailty"); a voz de Nick Holmes encontra-se entre um "Icon" e um "Draconian Times". Mas, apesar deste aspectos majorativos que se podem apreciar neste trabalho, sente-se que falta ali algo que torne alguns temas memoráveis (As Horizons End, talvez escape), que entrem automaticamente para o seu setlist e coloquem as multidões a entoá-los nos concertos e a figurar na lista de clássicos que a banda detém.
Não havendo dúvidas, da nossa parte, que "Faith Divides Us..." é o melhor registo dos Paradise Lost desta década, resta-nos saudar esse mesmo caminho que têm vindo a desbravar e que parece estar novamente a congregar os fãs de uma das bandas mais influentes das últimas décadas do universo metálico. (14/20)



quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Temple Of Doom Metal e-mail

A partir de hoje, o blog passa também a ter mais um contacto. Quem quiser enviar algum tipo de mensagem, de sugestão, de indicação, de comentário que não queira deixar no blog pode enviá-la para: templeofdoometal@gmail.com

Todas as mensagens serão respondidas (e não com mensagens automáticas).

Este contacto serve, igualmente, para as bandas que queiram enviar os seus sons ou outro tipo de divulgação.

Temple Of Doom Metal